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io a eleição dela nas plataformas digitais me deparei com um comentário afirmando que ela nunca havia feito uma proposta para garantir o direito das mulheres apenas em defesa da população lgbt uma desinformação grotesca e por isso vim aqui nesse post pontuar a atuação legislativa dela desde que foi vereadora em são paulo em defesa de todas as mulheres antes de tudo gostaria de lembrar que ao elaborar projetos de lei para a população lgbt também significa fazer política para mulheres pois lésbicas mulheres trans e travestis são mulheres então vamos lá conversar sobre algumas das atuações legislativas da érika ao longo da sua vida pública em defesa dos nossos direitos quando falamos em enfrentamento à violência contra mulher e acolhimento às vítimas a atuação dela desde que era vereadora em são paulo sempre olhou para todas as pontas do ciclo de violência e pensou em como garantir que as mulheres rompam esse ciclo ressalto aqui a coautoria da érika ainda vereadora da lei 17 579 2021 do município de são paulo que garantiu o direito ao auxílio aluguel emergencial para mulheres em situação de violência durante a pandemia de coronavírus já em 2025 como deputada ela apresentou projeto de lei que está em tramitação na câmara dos deputados que inclui como medida protetiva da lei maria da penha qualquer tipo de pensão que a vítima de violência doméstica tenha sido obrigada a pagar ao seu agressor mas não apenas sobre violência contra a mulher érika hilton tem atuação legislativa quando falamos do direito ao trabalho também está no foco do seu mandato as mulheres não tem como falar da pec pelo fim da escala 6 1 por exemplo mulheres representam 54 dos trabalhadores que estão nessa jornada e ainda enfrentam a jornada do trabalho de cuidados porém a atuação da deputada para garantir o direito das mulheres trabalhadoras não se resume apenas ao fim da escala 6 1 em 2025 érika apresentou pl para garantir o direito à licença maternidade para lésbicas gestantes ou não gestantes e assim garantindo a construção de vínculo familiar lésbico a deputada também foi relatora na comissão de direitos das mulheres da câmara dos deputados do pl que determina a garantia de vestiários femininos dignos em empresas com mais de 50 funcionários tendo apresentado parecer favorável a este pl por fim vamos falar de direitos sexuais e reprodutivos pois a érika não tem medo de entrar neste tema tão delicado em 2024 a deputada apresentou pl que obriga a disponibilização de informações nítidas sobre o direito ao aborto legal nos serviços públicos de acolhimento de mulheres e meninas vítimas de violência sexual já em 2025 érika apresentou outro pl que visa anistiar as mulheres acusadas ou condenadas por realizarem um aborto no brasil é cristalina a atuação da érika hilton durante toda sua trajetória política na defesa dos direitos das mulheres em todos os âmbitos e é isso que tem gerado ataques e mais ataques contra ela essa semana a representatividade que ela carrega não é uma representatividade vazia é uma representatividade imbuída em todos os âmbitos do compromisso de defesa de uma vida digna para todas as mulheres que vivem no brasil tenho certeza que é esse o espírito que érika leva para a presidência da comissão de direitos das mulheres da câmara dos deputados garantir a dignidade e integridade de vida para todas nós distribua me compartilhar tweet envie um link por e mail para um amigo abre em nova janela e mail compartilhar no tumblr imprimir abre em nova janela imprimir curtir carregando published março 13 2026 escrito por luka franca advogada jornalista mãe paraense feminista antirracista militante do movimento negro unificado e cofundadora da kuíra feminista instituto o espetáculo da violência por que o populismo penal midiático não salva mulheres a cabei não conseguindo postar nada por aqui na semana passada muita coisa para resolver por causa da manifestação do 8 de março aqui de são paulo inclusive uma manifestação linda e grande mesmo embaixo de um toró longo viu mas cá estou e provavelmente nadarei contra a maré sobre dois temas fundamentais quando falamos sobre como as violências contra mulheres e meninas têm aparecido nas plataformas digitais e também na cobertura jornalística o desespero pelo engajamento audiência e repercussão que organiza a sociedade do espetáculo e o populismo penal midiático a primeira reflexão é sobre como a imagem de um dos criminosos do caso de estupro coletivo ocorrido no rio de janeiro tomou os perfis de figuras públicas feministas e entregando para as comunidades misóginas o que elas mais gostam repercussão de seus ideais red pills black pills mgtow puas incels sigmas channers paneleiros e toda sorte de subcultura masculinista faz questão de ter suas ideias disseminadas isso não é uma discussão nova quando falamos em processos de comunicação em plataformas digitais e discurso de ódio ao propagar um dos princípios red pill por exemplo ou a imagem do rapaz com a tal camisa o que fazemos é fortalecer e gerar ainda mais identidade entre essa subcultura do masculinismo assim como quando vamos falar de repercutir cartas de adolescentes que realizam ataques contra as escolas ou integrantes de comunidades misóginas que ameaçam parlamentares alertamos que isso é dar a esses setores exatamente o que eles querem visibilidade e repercussão do que defendem as comunidades misóginas e outros setores da extrema direita utilizam muito bem seus símbolos para poder gerar identificação e reconhecimento entre os seus pares é a utilização do que chamamos de apito de cachorro foi isso o que ocorreu nesse caso e o que fazemos quando identificamos algo assim denunciamos mas sem repercutir esse símbolos para não entregar de bom grado a repercussão ideológica que eles anseiam ter infelizmente ontem o anseio de garantir o engajamento embotou a compreensão de boa parte das figuras públicas feministas desse país sobre o que as comunidades misóginas anseiam e é aqui que entro na segunda polêmica desse post que também tem relação com a sociedade do espetáculo e com o populismo penal midiático os últimos dados sobre violência contra mulher as notícias que têm vindo à tona desde o final do ano passado tem gerado um intenso debate sobre quais saídas para encararmos essa pandemia de violência misógina da qual todas nós somos vítimas em potencial e mesmo que eu me considere mais no diálogo de um estado penal mínimo do que com o abolicionismo penal em si me causa profundo estranhamento que todas as saídas para encarar esse problema estejam apenas na chave da criminalização e aqui vou deixar bem nítido pra mim as saídas de criminalização não salvam as nossas vidas pelo simples fato delas apenas tratarem da questão depois que já nos tornamos vítimas não há nenhum debate sobre a necessidade de ampliação de políticas públicas de prevenção nenhuma estratégia para se pensar a disputa contra a cooptação de crianças e adolescentes por comunidades misóginas nenhuma discussão sobre reforço de políticas de monitoramento desse tipo de comunidades digitais nada sobre combater o tabu que se instaurou nas escolas para que se debate o que é violência misógina e abuso com crianças e adolescentes nenhuma linha sobre educação para direitos humanos nenhuma resposta política pautada para salvar nossas vidas mas apenas lidar com elas depois da violência consolidada e esse dedo na ferida precisa ser dito a datenização do debate político é tremenda que em momentos de crise as respostas gestadas não servem para defender nossas vidas mais do que isso não nos tem como centro do pensar a política de enfrentamento à violência pois o centro das políticas de criminalização não são as vítimas e sim seus algozes sei que essa postagem pode gerar estranhamento por não fazer coro com o que a maioria das feministas no mundo digital tem dito mas é preciso apontarmos que há caminhos que simplesmente apenas apontam para a não resolução do problema e sim para apenas mascará lo e que são caminhos fáceis de serem tomados ainda mais no mundo da constante necessidade de engajamento eu espero que a força que o movimento feminista tem nesse país consiga fazer pautar o combate à misoginia de uma forma que não fortaleça quem nos violenta e também que não apresente soluções que não salvam de fato as nossas vidas distribua me compartilhar tweet envie um link por e mail para um amigo abre em nova janela e mail compartilhar no tumblr imprimir abre em nova janela imprimir curtir carregando published março 10 2026 escrito por luka franca advogada jornalista mãe paraense feminista antirracista militante do movimento negro unificado e cofundadora da kuíra feminista instituto de beatriz nascimento aos 18 centavos a conta da omissão estatal contra as mulheres h á alguns temas inescapáveis de se tratar quando falamos de direito das mulheres o maior deles é defesa de nossas vidas essa defesa abarca uma série de questões vai dos dados de mortalidade materna até os de feminicídio e é sobre este último que decidi escrever essa semana em 28 de janeiro de 1995 o movimento negro brasileiro perdeu uma de suas intelectuais mais importantes para o feminicídio beatriz nascimento ela foi morta em um bar no rio de janeiro por antônio jorge amorim viana seu algoz disparou 5 tiros contra ela por um fato beatriz estava orientando a companheira de antônio a sair do relacionamento abusivo a morte de beatriz nos anos 90 já escancarava uma realidade assombrosa de como a misoginia e o racismo em nosso país estão profundamente entrelaçados e esse resgate faz parte da campanha do mnu para o 8 de março deste ano falando sobre feminicídio segundo dados da pesquisa quem são as mulheres que o brasil não protege 68 das mulheres assassinadas nos últimos 10 anos apenas por serem mulheres eram negras em 2022 a rede nossa são paulo divulgou a pesquisa viver em são paulo mulher 2022 em que é verificável o dado de que pessoas negras na cidade de são paulo são as que mais presenciam ou sabem sobre violência doméstica vivenciada por mulheres de seu entorno são também as que mais dependem das políticas de combate e enfrentamento à violência misógina ao mesmo tempo que vemos os dados de violência contra mulher e feminicídios escalarem a resposta de como garantir as nossas vidas são cada vez mais tímidas inclusive podendo ser enquadradas como inconstitucionais se pegarmos o caso de são paulo por exemplo o cenário é de desmonte da rede de proteção às mulheres em situação de violência segundo os dados do portal da transparência do estado de são paulo o governo investiu apenas r 0 18 por mulher entre 19 e 59 anos para o combate e prevenção à violência contra mulher dezoito centavos de investimento por mulher nesse estado é o dado numérico de como o governo tarcísio tomou uma decisão política por consequência misógina e racista de ignorar o princípios constitucionais como o direito à dignidade humana e a cidadania das mulheres o nosso direito à vida e também o princípio da eficiência da administração pública quando se trata de enfrentamento à violência machista e ao feminicídio o desafio aqui é o fato de que não queremos mais histórias como a de beatriz tainara camila evelyn e centenas de outras mulheres óbvio que queremos seus algozes responsabilizados mas também queremos medidas efetivas de prevenção para que não haja mais mortes e isso passa por garantir orçamento público para as redes de enfrentamento e acolhimento mas também o desenvolvimento de políticas públicas que combatam a misoginia e o racismo de forma institucional e estrutural e aqui entro no grande tabu que está posto no brasil desde o surgimento do escola sem partido a não discutir questões de gênero e raça em âmbito educacional é uma forma de se omitir frente às violências misóginas que mulheres e meninas enfrentam cotidianamente há pelo menos uma geração de jovens que acha que mulheres são apenas depósitos de porra não é o palavreado mais bonito mas é como o nível de objetificação das mulheres chegou em nossa sociedade enfrentar a pandemia de violência misógina que temos vivido passa por maior investimento em políticas de combate e prevenção por formação contra a misoginia para disputar o ideário que tomou a sociedade nos últimos anos e se consolida no imaginário dos homens e pela garantia de direitos plenos a todas as mulheres distribua me compartilhar tweet envie um link por e mail para um amigo abre em nova janela e mail compartilhar no tumblr imprimir abre em nova janela imprimir curtir carregando published fevereiro 25 2026 atualizado fevereiro 25 2026 escrito por luka franca advogada jornalista mãe paraense feminista antirracista militante do movimento negro unificado e cofundadora da kuíra feminista instituto o carnaval que não acabou quando a tentativa de censura vira palanque iara o carnaval acabou essa frase do filme gêmeas 1999 de andrucha waddington poderia ser uma verdade absoluta se esta que aqui escreve não acompanhasse de forma incessante a política e o direito eleitoral brasileiro a acadêmicos de niterói fez sua estreia no grupo especial do rio de janeiro e os debates em torno de seu debut em 2026 não foram sobre a qualidade das alegorias o esmero das fantasias a cadência do samba ou a evolução do casal de mestre sala e porta bandeira o tema que tomou as páginas dos jornais foi se o enredo do alto do mulungu surge a esperança lula o operário do brasil infringe ou não as regras eleitorais antes mesmo do início dos festejos momescos o partido novo entrou com uma representação especial no tribunal superior eleitoral tse tentando barrar o desfile a justiça eleitoral negou o pedido fundamentando que a proibição configuraria censura prévia e respaldando se no art 5º ix da constituição federal que assegura a livre manifestação artística não é a primeira vez que um desfile gera tal comoção é impossível esquecer 1989 quando a beija flor comandada por joãosinho 30 apresentou o enredo ratos e urubus larguem minha fantasia naquela ocasião a imagem de um cristo mendigo foi censurada pela justiça a pedido da igreja católica embora existam diferenças cruciais entre 1989 e 2026 o exemplo serve para entendermos que a polêmica o incômodo e a política são partes fundamentais da nossa principal folia para o carnaval a festa findou se a jovem escola de niterói foi rebaixada por critérios técnicos e retornará ao grupo de acesso em 2027 já no mundo jurídico o carnaval está apenas começando o partido missão apresentou nova representação por propaganda eleitoral antecipada e é aqui que a discussão se aprofunda sempre me pareceu que a regulamentação da propaganda eleitoral no brasil tenta enxugar gelo pois os fenômenos da comunicação frequentemente subvertem as normas e aqui vai meu primeiro ponto mesmo que se discuta a legitimidade da tese de propaganda antecipada o efeito comunicacional provocado não é o que os opositores desejam a acadêmicos de niterói tem apenas sete anos de existência e foi rebaixada se não houvesse a mobilização da direita a repercussão do desfile provavelmente fica...
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