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baú do silêncio baú do silêncio este baú contém memórias sexta feira janeiro 05 2007 fecho do blog já é hora de dar voltas aos cadeados com as chaves do meu coração fechando o primeiro baú está cheio de memórias não cabem mais aqui ficam as recordações escritas desde maio de 2005 até dezembro de 2006 ficando agora adormecidas e só voltarão a despertar pelo beijo de olhares de quem as quiser reler desde já o meu obrigado com uma grandiosidade igualando a infinidade de estrelas e um sorriso com o tamanho de um arco íris reluzente a todos os visitantes posted by silencebox at 1 05 2007 sexta feira dezembro 29 2006 surdas profundas e oralistas foto by silencebox as vagas do mar erguem se assombrosas tecendo teias de espuma iradas sob o olhar negro e diabólico do céu e em seguida caem numa queda vertiginosa contra a superfície marítima causando um impacto explosivo sou então expelida violentamente em cambalhotas para o fundo do mar sendo o meu corpo sacudido pelas pancadas ensurdecedoras uma vontade de ferro que há dentro de mim impulsiona me a nadar persistentemente usando todos os esforços possíveis para emergir ar puro tão vívido e fresco envolve me cuspo a água salgada engolida acidentalmente e respiro profundamente relâmpagos rebentam e gritam são vozes injustas e ácidas ensopadas de malvadez e ignorância como é possível escreveres tão bem se és surda profunda tu não podes ser surda profunda pois falas oralmente deves ser surda moderada tu licenciada só deves ter feito exames especiais como és surda profunda a tua língua materna deve ser língua gestual fios de vozes parecendo intermináveis enrolam me dolorosamente ainda para dar ênfase a este tormento como fez o adamastor destruindo caravelas heróicas dos descobrimentos atiram ondas eléctricas provocando um caos desumano ao oceano incho de fúria e de indignação até ao limite dando braçadas e gritando parem de me atormentar o próprio deus sabe que escrevo bem tenho relatórios que comprovam o grau profundo da minha surdez segui o ensino normal com sucesso fiz testes e exames idênticos aos ouvintes e inclusive exames nacionais para a admissão universitária a minha língua materna é a língua portuguesa estão entendidos relâmpagos em resposta o mar ronca ironicamente não pode ser não é possível ruge gargalhando ondas mais uma vez sou atirada para o fundo abismal neste preciso momento em que as luzes tempestivas iluminam a escuridão detecto uma silhueta esguia a furar o mar formando uma coluna atrás de si dirige se na minha direcção uma mão delicada e grande estende me agarro a e sinto um forte puxão que me conduz para o exterior novamente um jacto de água sai da minha boca tusso para poder respirar pestanejo várias vezes para dispersar a névoa que cobria a minha visão aos poucos em câmara lenta surge um rosto feminino emoldurado pelos cabelos castanhos compridos e lisos com um par de olhos castanhos cintilantes que pupilas tão intensas e profundas sei imediatamente o que vê e como escuta toco na sua bochecha rosada com a minha mão direita invade me logo uma sensação protectora e cândida sinto sob os meus dedos a dimensão do seu ser a riqueza do seu eu a sua existência completa está dito visto e inteiramente compreendido o nosso silêncio comum tu também interrogo oralmente uma pergunta curta mas carregada de significado que diz tudo as portas da sua mente abrem se par a par e o seu interior faz me voar como peter pan visualizo estrelas mágicas que são palavras silenciosas da sua essência um círculo de ilhas férteis que são momentos por que enfrentou e sentiu o rio de vida transparente e enriquecido que saiu ileso de obstáculos após uma viagem em telepatia aterro me na realidade ela pronuncia aquiescendo oralmente sim eu também uma surda profunda como eu o mesmo código a mesma comunicação uma oralista como eu até a educação e a integração são semelhantes possui uma cultura tão vasta e rica quanto a minha a luz e a força entrelaçam nos fortemente e juntas rodopiamos até ficarmos suspensas em cima do mar a agitação da maré começa então a serenar e o sol com o seu sopro quente varre as crueldades da tempestade uma brisa sussurrante e reconfortante afaga os nossos rostos molhados e aquece os nossos corações acreditamos uma na outra somos a mais pura veracidade somos surdas profundas e oralistas como reflexo da magia do nosso encontro o arco íris pincela sobre o painel azulado do céu com as suas aguarelas coloridas nós existimos e assim fica gravado milhares de gaivotas grasnam aos ventos levando a nossa mensagem mútua nós devemos ser respeitadas e os nossos direitos também reconhecidos posted by silencebox at 12 29 2006 22 comments domingo novembro 19 2006 a chave da comunicação foto retirada daqui continuação do post o primeiro vestuário dos ouvidos os meus pais e eu com um ano de idade e poucos meses ainda estávamos na cidade londrina apesar de estarem um pouco esperançados com os meus primeiros aparelhos das novas emoções que sentiram quando dei os primeiros passos das surpresas que tiveram com as minhas reacções face aos novos ruídos o choque ainda estava bem patente neles encravado na pele como uma sujidade que seria preciso raspar e retirar com uma esponja não era tudo eu continuava a ser surda e seria o para sempre ainda era um imenso fardo para as suas preocupações o que vamos fazer com a nossa menina como vamos comunicar com ela como podemos transmitir lhe todas as informações interrogava o meu pai sempre controlado com uma mão enorme e peluda a pressionar o seu queixo careca enquanto a minha mãe me fitava com um coração deveras despedaçado e culpado pegando na minha mãozinha encolhida em bola como querendo salvar me do abismo silencioso ou dar me as cores da vida dizendo a si própria como vou contar à minha bebezinha as histórias de embalar na hora de deitar que faço é tão viva tão perspicaz como os olhitos observam tudo querendo aprender os meus pais ainda se sentiam perdidos era como se estivessem no deserto encontravam se rodeados de dunas silenciosas e ameaçadoras que libertavam um calor sufocante as perguntas que bombardeavam os seus espíritos eram poeiras de areia erguidas pelo vento e tornavam tudo menos nítido as dúvidas atrozes e a ausência de respostas ressequiam a sua garganta o meu futuro parecia consistir num vazio um beco sem saída o horizonte do deserto mostrava ser uma circunferência uma linha circular fechada e uniforme estavam no centro do nada que rumo deveriam seguir leste oeste norte sul todas direcções acabavam ali no meio do deserto de repente o sol falou era a voz do médico otorrino a dizer que havia um oásis algures no deserto um bom centro de orientação para os pais que lhes dariam todas as informações e apoio fortalecidos então por novas esperanças continuaram a andar até que avistaram um oásis o oásis ficava numa sala de apoio à reabilitação auditiva de bebés no hospital de londres onde uma enfermeira pedagoga lhes deu muita água ficaram aliviados e saciados de respostas afinal havia um caminho possível havia uma porta de comunicação que me transbordaria ao mundo deles e crescer com devidos conhecimentos da vida a salvadora deu lhes livros onde estavam registadas as pistas para encontrar uma chave de comunicação e abrir aquela porta com imensa luta e persistência acima de tudo amor encontraram a bendita chave e a porta foi aberta e assim os meus pais e eu minúscula ao colo entre dois seguimos pelo novo caminho que se avistava risonho e iluminado as emoções dos pais aqui relatadas são frutos da minha imaginação na verdade os meus pais não encontram palavras para transcrever estes momentos bastantes fortes só os dois sabem o que sentiram eu apenas tentei compreendê los observando as fotos tiradas em londres e escutando os resumos vagos e soltos dos progenitores posted by silencebox at 11 19 2006 29 comments acerca de mim nome silencebox ver o meu perfil completo contacto baudosilencio blog yahoo com br arquivos maio 2005 junho 2005 julho 2005 setembro 2005 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mundo da lua nani e gigi o cantinho da cloinca os meus sentimentos o vento debaixo das minhas asas fernanda carvalho palavrapuxapalavra papiro papirus poesia portuguesa poemas do migas sol que sai do coração sublimações surdez margarida texere tijolices mitsou viver para sempre words windy links p f c cued speech national cued speech association mãos que falam ensino de l g p um espaço comum em l g p surd universo
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