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vista, gusta, torna, poco, importa, quien, importe, camiñas, playa, noche, luna, muevem, movimientos, forman, gran, huracán, pecho, perfuma, cielo, abres, largo, parece, hecha, algodón, doce, redondos, pirulitos, encarnados, cabellos, bailas, toma, forma, dormes, tocan, elevan, alguns, centimetros, reles, deste, ingrato, planeta, encarrega, transportar, suave, pluma, leve, panero, jugado, montanha, primavera, iluminada, lluvia, manãna, oro, escribo, respiro, magazine, aroma, flores, campesinas, transportan, hasta, onde, mar, tranquilo, caliente, invade, aplaca, estares, toco, estar, siempre, tocarme, partes, lábios, sorverme, alma, flutuar, aire, direzon, después, regallarme, bidimensional, encharcar, pele, envernizada, desejo, escuchar, respiracion, ofegante, ritmada, rapidamente, ressucitada, três, pequenas, muertes, percebo, verdad, brillan, puedo, taça, vino, adormecer, sofreguidón, quedada, presa, imobilizada, pasa, miragen, delirio, sombra, paira, revista, azuis, leia, esta, 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pudesse, através, senilidade, consciência, pedia, gritasse, sinal, obedecia, torpor, aguda, passa, beba, deite, chore, grite, agudez, cabeça, amiga, perfurava, crânio, vazavam, tocando, mesas, pelas, estantes, pulando, pessoas, dormiam, disseminando, aquiescente, certeza, processos, são, iguais, inevitável, igreja, grado, reverenciar, seus, anjos, santos, pedir, perdão, pecados, desistir, devolver, graças, alcançadas, reparar, sentava, coro, cantando, apaixonadamente, hinos, passara, atravessada, outras, hipócritas, aquelas, surraram, negaram, passante, desejaram, amantes, maridos, perdi, nova, arrastando, sentido, convocações, crescidos, morto, vingativo, chamado, escutava, guardando, mudando, livros, ordem, enchendo, copos, bebia, atos, esquizofrenia, vigiada, count, every, light, until, reach, shore, close, eyes, you, not, very, pretty, can, believe, had, those, thoughts, before, walk, through, streets, memorize, city, everybody, knows, this, nowhere, movimentado, cachorro, molhado, grandes, olhavam, espremidinho, travesseiro, pernas, encolhidas, dedão, gelados, bolo, agarrado, estômago, lembrei, resolvi, corajoso, enchi, peito, dei, nela, arregalou, tentou, gritar, alguma, espichou, fosse, borracha, quisesse, tentar, segurar, cabeceira, fiz, agüentou, arregalados, fininha, voou, todinha, embolotada, bateu, virou, escorreu, começou, limpo, desinfetante, ficaram, grudados, lágrima, escorre, param, tomara, chegue, conseguir, aprendi, escolinha, milk, shake, tia, lourdes, terminar, catar, estrelinhas, colocar, envelope, mandar, prometi, cumprir, antes, volte, chover, tchau, cárcere, interno, sábado, bati, palmas, levantando, coçando, ombro, levantado, nesse, oquêqueémeufilho, culpa, escrivão, cartório, absurdos, gritou, loaaaaaaana, veio, enfeitada, raio, laço, passou, arrumada, sim, rapaz, chamem, semana, inteira, atendendo, molecada, atrapalhando, homem, brincarem, rirem, caras, faz, perto, chamar, acabar, perdendo, precisa, saber, paga, cuidando, ruim, acordar, 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em não quer nada pra gente ir tomar um sorvete ai eu sei que ele vai me pagar esse sorvete e eu venço essa besteira dele de achar que eu não posso pagar nada nem um bombom nem uma maria mole ou um quindim nessa vida a gente tem que ser esperta senão vem uma velha dessas e nem deixa a gente tomar sorvete quando a minha mulher morreu eu não soube muito bem o que fazer a loana tinha pouco mais que quatro anos e esses quatro anos seguintes foram bem difíceis mas no fim das contas eu consegui arrumar uma mulher boa para ficar em casa e que gostasse de mim e fizesse bem para a loanda ah como a marilda gosta dessa menina eu vejo no jeito dela que ali tem um carinho bom eu tenho muita sorte de poder contar com essas duas meninas na minha vida por que a marilda pode ter sua idade mas é uma menina um anjo uma coisa linda o etevaldo o etevaldo é uma outra história do lado de fora da casa enquanto a criança brinca e a menina do olho dança e o sol se põe devagar marilda observa o jardim e conta os botões de rosa dando um tempo pra novela voltar do comercial aponta longe o carro de francisco subindo a rua e loana pensa meu pai vai gostar de me ver com a fita verde que minha mãe me deu e pede para etevaldo esperar um pouco o pai francisco breca o carro bate a porta e a filha chega e o abraça oi pai o pai retribui o abraço diz que está cansado e que quer entrar logo a chama para o jantar marilda já está na sala e beija o marido etevaldo está longe e esquecido mais uma vez imagina o portão já vai fechando e loana no último segundo libera o menino para respirar de novo amanhã eu quero apostar uma coisa contigo ele ri sabe que vai ganhar e desce a rua feliz pensando na fita verde em marilda e no carro novo do seu francisco etevaldo sabe que ama loana e espera logo logo poder fugir com ela toda vez que ela usa aquela fita verde ela fica tão linda chuta mais uma pedra e o lusco fusco fica mais intenso um vento forte traz o cheiro de baunilha de loana de volta para o nariz dele e ele ri postado por j às 01 05 9 comentários sábado 20 de setembro de 2008 cárcere interno postado por anônimo às 15 18 nenhum comentário marcadores alegoria olhar tempo quinta feira 4 de setembro de 2008 querido diário meu dia hoje foi bastante movimentado pra começar soprei uma nuvem que ficava em cima da minha cama era uma nuvem preta com cheiro de cachorro molhado e que tinha uns olhões assim bem grandes que olhavam pra mim e me faziam ficar espremidinho no meu travesseiro com as pernas encolhidas e o dedão na boca e os pés gelados e um bolo de cabelo agarrado dentro do estômago mas eu lembrei do meu avô e resolvi ser corajoso como ele e enchi o peito e dei um sopro bem forte nela a nuvem preta mas um sopro bem forte bem forte aí a nuvem preta arregalou os olhos e tentou gritar alguma coisa mas ela só tinha olhos e não tinha boca aí ela se espichou como se fosse de borracha e quisesse tentar segurar na cabeceira da minha cama mas aí eu fiz mais força e soprei mais forte aí ela não agüentou e de olhões arregalados ela foi espichando espichando espichando até ficar bem fininha aí de repente voou todinha embolotada e bateu no vidro da janela e virou água e escorreu pela parede e o meu quarto começou a ter cheiro de lençol limpo e desinfetante no chão o engraçado querido diário é que os olhões da nuvem preta ficaram grudados na janela e de vez em quando eu olho pra eles e eles estão olhando pra mim mas de repente uma lágrima escorre de um dos olhos e quando eu vejo os olhos da nuvem preta estão cinza e eles não param de olhar lá pra fora acho que os olhões estão esperando alguém que tomara chegue logo porque eu não vou conseguir olhar por muito tempo os olhões cinza da nuvem preta sem ter vontade de contar pra eles as coisas que eu aprendi na escolinha de milk shake da tia lourdes agora deixa eu terminar porque lá fora tá fazendo sol e eu preciso catar umas estrelinhas pra colocar no envelope e mandar pra que eu prometi a ela ontem que ia dar o céu pra ela e preciso começar a cumprir minhas promessas antes que volte a chover tchau postado por andré gonçalves às 11 16 6 comentários quarta feira 18 de junho de 2008 everybody knows this is nowhere i walk through the streets and memorize the city i count every light until i reach the shore sometimes i close my eyes and you re not very pretty sometimes i can t believe i ve had those thoughts before postado por juliana alves às 16 45 5 comentários quarta feira 4 de junho de 2008 atos de uma esquizofrenia vigiada absurdou a possibilidade de ser exatamente aquilo que pretendia instável se apoiando em pedaços já bem mastigados de passado absurdou desacreditou e enfim acordou consigo mesma que a possibilidade não era tão remota quanto ela imaginava o frio havia extinguido sua libido e o tempo os sulcos libidinosos de seu corpo tudo parecia habitar apenas a mente tudo parecia natural apenas na morte suspirou pelos corredores da casa cheirando a poeira que lembrava os dias menos frios e pensou na acachapante possibilidade de ir embora e sumir dentro do seu ridículo mas desistiu da idéia quando pensou na fantasia da avó ah como eu seria feliz numa terra em que nenhum filho da puta me conhecesse falava a velha andando pela casa cheirando a poeira do tempo e rezando entre palavrões será que ela também estava ficando velha senil imbecil esquecida e esquecível no quintal da casa havia apenas uns pés de planta galhos de fortuna capim de cheiro nada de frutas e um gato escondido pelos pequenos matos do caminho que levava até a parte de cima do quintal lá um quarto sempre fechado à noite quando não se podia ver nada pela casa desligada ela caminhava por entre os móveis arrasando os pés no chão e chamando pelos filhos distantes eu via tudo isso do alto observava tudo e lia tudo que estava escrito entre os milhares de palavrões que habitavam a mente daquela senhorinha de pés chatos e sandálias de couro antigo e chambre e ela chamava também pelo marido ela chamava por qualquer pessoa que pudesse ver através da senilidade dela a consciência pedia que ela gritasse por qualquer sinal de respeito mas o corpo não obedecia era um torpor só uma tristeza aguda uma dor que não passa por mais que se beba e se deite e se chore ou se grite a agudez das coisas dentro da cabeça da minha amiga perfurava seu crânio e as coisas vazavam para o chão tocando os pés das mesas subindo pelas estantes pulando para as pessoas que dormiam disseminando a aquiescente certeza de que os processos são todos iguais e a dor inevitável não fazia muito tempo ela ia à igreja de bom grado reverenciar seus anjos e santos pedir perdão pelos pequenos pecados desistir das antigas promessas devolver graças alcançadas era engraçado ver tudo isso e depois reparar que aquela senhora que sempre sentava entre o coro cantando apaixonadamente os hinos débeis de repente passara a ser atravessada com o olhar das outras hipócritas aquelas que surraram os filhos negaram água ao passante desejaram a morte das amantes dos maridos mas perdi o foco o foco era a senhora nem nova nem velha arrastando seu chinelo pela casa na boca palavras sem sentido e convocações a filhos distantes crescidos débeis como ela e o marido morto dentro do último cômodo da casa aquele depois dos pés de planta dos galhos de fortuna e do gato imbecil e vingativo o marido esperando no alto cômodo num chamado que ninguém mais escutava a não ser à noite quando entre os corredores da casa eu o via passar de quarto em quarto guardando o sono mudando os livros de ordem enchendo copos de água que ninguém bebia ele estava à espera assim como eu postado por j às 10 02 um comentário marcadores gato fortuna chinelo quarto terça feira 27 de maio de 2008 que transluziam aqueles dias de bailarina postado por anônimo às 18 37 6 comentários quinta feira 8 de maio de 2008 carta em portunhol de um capixaba entortado pelo amor à moça argentina desconhecida que pisa em nuvens villa vieja brasil 3 de marzo de 2008 querida c larreta soy tuyo tu no me conheces pero soy intera e completamiente tuyo tu no me conheces entonces apresento me soy mário mário ernani monteiro brasileño vinte e siete jo soy ascensorista não sé se en argentina se chaman los ascensoristas de ascensoristas por eso lhe digo que ascensoristas son aqueles que mueven los elevadores para arriba e para abajo de los edifícios tu no me conheces pero jo pienso que sé tudo sobre ustéd tudo lo que es importante a su respecto eu lo sé e todo lo que es menos importante a la vista del mundo a mi me gusta ainda mas e se torna mas importante e poco importa a quien no se le importe jo sé como camiñas a la playa en noche de luna llena jo sé como se muevem los cílios de tus ojos en tarde de brisa fresca e como los movimientos de sus cílios forman um gran huracán dentro de mi pecho jo sé como se perfuma el cielo quando abres la boca en un sorriso largo jo sé como la vida parece hecha de algodón doce e redondos pirulitos encarnados quando te mueves los cabellos enquanto bailas jo sé como el mundo toma la forma de su cuerpo enquanto dormes jo sé que tus piés no se tocan al suelo tus piés elevan te a alguns centimetros del reles suelo deste ingrato planeta e la brisa se encarrega de te transportar suave como una pluma leve com um panero jugado de una montanha em tarde de primavera iluminada como una gota de lluvia en una manãna llena del oro do sol mientras escribo jo respiro tu cheiro en el magazine que se queda em mis manos e el aroma de flores campesinas transportan me hasta el mundo onde el mar é tranquilo e caliente e me invade el corazón e me aplaca la tristeza que sinto por no estares acá por que assim estás acá jo la sinto jo la toco e por estar siempre en mis sueños jo sinto sus manos a tocarme por todas las partes e jo sinto tus lábios a sorverme a alma e jo sinto tu olhar a flutuar en el aire em direzon a mis ojos pero en todas la noches después de regallarme por tu cuerpo bidimensional e encharcar la tua pele envernizada con todo mi desejo e no escuchar la tua respiracion ofegante e ritmada e feliz e rapidamente ressucitada de duas o três pequenas muertes percebo que en verdad tu no te mueves e no te brillan los ojos e no te puedo dar una taça de vino para adormecer sua sofreguidón porque estás quedada presa imobilizada e no pasa de una miragen un delirio una sombra que paira sobre mi corazón una página de una vieja revista con uns ojos azuis como el céu entonces leia esta missiva con cariño fica tu con mi corazón trancafiado en tus ojos mientras jo fico acá segurando la en mis manos e dormindo todas las noches con el resto del su perfume de tinta fresca em mi travessero e la tua piel amarrotada e con mancha de chokito en tu pierna izquierda enquanto fico aqui com tu em mis sueños mientras jo fico acá con mis olhos cerrados por sobre su boca enquanto mi corazón se abre num grito contido e silencioso silencioso para que no incomode los transeuntes para que no incomode los pasageros e para que no incomode a la tranquilidade que emana del sorriso que me estampas enquanto jo permaneço subindo e descendo neste elevador sem sair del mismo lugar todos los tristes dias de mi vida como hace onze años lo faço tuyo mário postado por andré gonçalves às 11 58 2 comentários domingo 27 de abril de 2008 no ronco da cidade uma janela assim acesa daqui a pouco o dia vai querer raiar postado por juliana alves às 16 37 2 comentários marcadores madrugada noite segunda feira 14 de abril de 2008 madrugadas foram feitas para trancou a porta ela sempre perguntava eu dizia que não era preciso que não tinha perigo que não precisava medo ela ficava tensa e só relaxava o canto dos olhos dava um sorriso de satisfação ficava com o pescoço liso e macio quando eu passava duas voltas na tranca a mesma porta que rangia que fazia barulho a do mesmo quarto de tantas tardes de tantas noites manhãs confissões desculpas e explicações a mesma que um dia eu abri passei andei pela cozinha olhei dentro de casa e não vi ninguém nem na cozinha nem na sala nem quarto de minha irmã alguém escovando os dentes no banheiro não nem tinha nem no quarto de minha irmã nem na sala alguém vendo um filme não tinha ninguém energia também não era fim de noite alta madrugada no meio termo entre ser ontem por que ainda dormimos e hoje por que já acordamos não havia luz na minha casa eu não queria velas lá fora os faróis amanheciam o asfalto doiravam as poças de água era o que eu precisava para passar o tempo até o dia chegar de verdade e eu sair pelo bairro para ver o povo sair das casas e ainda chovia chovia fino chovia um chuvisco fino e frio sem vento caindo lentamente com preguiça gota por gota sendo acordada no alto convocada para molhar mais a terra molhada aqui embaixo e aí precipitada à força das nuvens pretas negras rubras roxas e únicas um bloco só de nuvens de todas as cores ela ficou no quarto no meu bolso grupada nos meus pêlos suada nas minhas costas enrolada nos lençóis enquanto eu pensava e saia de casa e chegava ao sítio do meu avô via as águas do rio fortes e sem cabelos como insistia minha mãe as coroas inexistentes as árvores deitando sobre as águas fortes do rio as coroas não existiam mais o outro lado parecia distante como quando eu era bem pequeno e via meu avô se meter no mato e buscar cana e me ensinar que acerola se come do pé mas que as folhas coçam o futebol com os moleques do caseiro o pôr do sol na água do rio as cadeiras na porta da casa saia pela porteira e via meu avô de longe voltando com feijão passando pelos pés de caju as coisas da terra dele os pés de manga frondosos em círculo as copas fechando o chão as folhas forrando escondendo os galhos os pés grossos de andar e descobrir eu via meu avô refletido em tudo aquilo em cada folha em cada gota de chuva que caia na plantação nas telhas da casa e nos pedaços de vidro que faziam os olhos do cavalo de babaçu nos jumentinhos feitos de maxixe verde e palitos de dente eu via meu avô refletido em cada cheiro da terra em cada passo da terra que ele amava tanto eu a via refletida em cada parede do meu quarto em cada dobra do meu lençol na cama curta nas gotas de suor se empoçando no meu umbigo no umbigo dela nas poças na sala as palavras lambidas no ar os olhos se comunicando em diálogos extensos e profundos os peitos batendo juntos descendo e subindo juntos a porta da casa de minha avó as noites olhando juntos a janela eu sozinho vendo as poças as luzes as gotas caindo obrigadas os carros passando as coisas doiradas e o sono voltando quando já era dia trancou a porta postado por j às 00 18 7 comentários marcadores folhas galhos gotas águas postagens mais antigas página inicial assinar postagens atom os dedos andré gonçalves j juliana alves no passado 2009 1 abril 1 teresinha de jesus 2008 16 outubro 1 setembro 2 junho 2 maio 2 abril 3 março 5 fevereiro 1 ligados calo na orelha farinhada quarto escuro assim somos alegoria olhar tempo 1 grito silêncio beijo barulho 1 bilhete amor merda odeio 1 caco vulto mesa caneta 1 folhas galhos gotas 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