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jefferson bessa poemas jefferson bessa poemas 13 de mai de 2022 fotografia árvore vi fotografia de jefferson bessa postado por jefferson bessa às 09 00 00 0 comentários marcadores fotografias jefferson bessa 2 de dez de 2021 fotografia árvore v raízes fotografia de jefferson bessa postado por jefferson bessa às 22 52 00 0 comentários marcadores fotografias jefferson bessa 1 de out de 2021 fotografia porta i postado por jefferson bessa às 10 00 00 0 comentários marcadores fotografias jefferson bessa 1 de set de 2021 diálogo com o gonçalo de manuel da nóbrega ou onde está o terceiro gonçalo alvarez não há homem en toda esta terra que conheça estes que diga outra cousa eu tive hum negro que criei de pequeno cuidei que hera boom christão e fugiu me pera os seus pois quando aquelle não foi boom não sei quem o seja livro diálogos sobre a conversão do gentio de padre manuel da nóbrega ouviu o diálogo sem voz fugiu abafado pelas conversas conversões e imposições e minha voz sobre ele vaza nada se pode dizer por ele sua voz sempre escapará desceu as águas do juruá se banhou no tapajós viu os seus nas margens do japurá e minha voz vaza desliza embarga não se ouve uma palavra mudo na cena se vê o indígena exilado na sua terra sem voz cortado por palavras de mandamentos mandados mandos comandos de decálogos em pedras fundados pedras que antes de tudo soterram pedras palavras que antes de tudo calam palavras e minha voz vaza desliza embarga mas agora gonçalo lhe direi diretamente minha voz embarga por ouvir a tua voz tão exposta tão orgulhosa de tuas manobras de pregador mais do que isso minha voz embarga por não ouvir a voz do outro que fugiu de tuas malhas de tuas pregações que pregam teus pregos gonçalo de quem o retiraste pra criar de quem o arrancaste pra dobrá lo aos teus verbos tenho pra mim que ele fugiu de teu cristo quem é cristo senão mais um entre os deuses não seria ele um deus mais jovem que tupã não o ouço não posso ouvir a voz do outro por que ele fugiu gonçalo porque não era bom cristão ora vejam como um pregador executa onde estão as palavras do fugitivo não estão escritas não podem ser lidas se podem ler teus lamentos teus desejos e tuas vaidades de bondades o que se lê de tuas palavras são dedos que cavam pra depositar palavras sob a terra linhas nobres de nóbrega ares de grandezas linhas hipócritas de pregador virtudes nas sombras da conversão muitos pensarão que sou audacioso por dizer assim ora ora querem que eu não leia o que não está escrito minha voz se abriu perante as palavras de gonçalo mas ela ainda vaza desliza embarga a voz do outro sempre escapará desceu as águas do juruá se banhou no tapajós viu os seus nas margens do japurá mantive na epígrafe o português original do texto os colonizadores portugueses usavam o vocábulo negro para se referir aos indígenas postado por jefferson bessa às 10 00 00 0 comentários marcadores adversos 9 de ago de 2021 encontros nada origina um movimento nada por si se move nada o outro move sozinho nada se move sem mover outro mesmo sem mover se é movido mesmo sem motores sem ação na inércia ou no lugar nada vive em solidão postado por jefferson bessa às 09 00 00 0 comentários 15 de jul de 2021 fotografia árvore iv fotografia de jefferson bessa 2021 postado por jefferson bessa às 10 00 00 0 comentários marcadores fotografias jefferson bessa 10 de jun de 2021 vírus há nas ruas a virulência da violência pelo vírus ela adentra as células se expande pelas massas do cérebro e arrasta a massa de manobra escorre entre eles o líquido fétido que arrasta corpos para cemitérios sozinho o vírus não se mantém vivo nas ruas eles recebem seu déspota passam juntos e lançam uma gosma excreção organizadamente ridícula espirros tosses discursos expelem vírus de genocidas em gotículas amontoados produzem alheios caixões carregam os seus nas próprias mãos nefasto submisso pobre espetáculo queria agora os versos de um sátiro postado por jefferson bessa às 10 00 00 3 comentários 28 de mai de 2021 traz corpo traz corpo me leve a tocar a tocar com olhos se deixe no escuro sossego dos sentidos veja o toque na pele ouça o trêmulo dos ombros olhos quase cerrados largados sem ideias traz corpo me leve a ouvir encoste com que ouço fale baixo bem baixo fale ondulações e orvalhos traz corpo afastemos um do outro agora à meia luz olhe em toque traz corpo ao ver postado por jefferson bessa às 10 00 00 0 comentários marcadores poemas corpo 3 de mai de 2021 eu rio o rio quando se diz eu rio se abre no rir do rio lento na curva se vai formas se encostam na sua certa errância o verbo assim existe quando não se antepõe ao eu somente pessoal quando o rio se alarga passa calmo sem voltar se abre rio nos lábios o eu rio vai com o rio à beira do verbo o som de água na boca se faz se desfaz o que estranha escorre em língua de rio não tem jeito quem diz eu rio não se diz de si diz no rio e nele os lábios passam pelo rio rindo postado por jefferson bessa às 09 00 00 0 comentários 2 de abr de 2021 fotografia árvore iii fotografia de jefferson bessa 2017 2019 postado por jefferson bessa às 10 00 00 1 comentários marcadores fotografias jefferson bessa 1 de mar de 2021 salivar e suar frio de branco me pintaram todo de branco estou úmido de branco me banharam de tinta e voz o mesmo branco da parede do quarto já passado desbotado amanhã virão aqui me pintar passar em mim mais uma demão me lambuzar de espessas camadas de tinta luís o vendedor sempre revende tinta importada tinta europeia não há melhor para tingimentos esconde f az a absorção completa absoluta por isso se sobrepõe às demais logo no início a pele cria uma crosta depois entranha resseca dura como pedra pedra polida do branco pedra intacta tudo feito de matéria pensada de pensamento alvo para tingir o alvo pedra cuidadosamente feita com faca amolada e atinge em cheio fica cravada na alma me lembrei do rapaz que se matou segundo a mãe ele dizia que voltaria branco acreditava em reencarnação morreu com o branco encardido na pele e na alma ninguém sabe se voltará mas o branco o tingiu e atingiu de repente comecei a salivar e a suar frio de branco não me venham os lógicos e os físicos dizerem branco não é cor é a junção de todas as cores é cor por causa da ausência ou presença de luz ah não quero esses saberes fiquem bem longe vocês luís e seus significados não venham me encher de claridades físicas metafísicas solares diurnas não me venham com tingimentos etéreos deturpados arrogantes soberanos fiquem pra lá com seus reis histórias e deuses solares o que tenho agora o branco antigo cada vez mais encardido vejam a rua todos olham comem se apaixonam compram choram e riem brancamente estou entranhado suado da sujeira desse branco estamos sujos embaçados embaraçados entremeados nesse branco cinza amarelo que diz a tal pureza as tais qualidades superiores não me venham com seus símbolos de alvura essa frescura idealista essa frescura de inocência devem ainda imaginar que sinto o resquício de todo o frescor desse tingimento pensamento pois bem fiquem longe com suas canduras voltem com suas brancas de neve e cavalos brancos já não aguento mais esses signos metáforas de cisnes auroras e luzes todas essas mercadorias límpidas caiam fora n ão perturbem levem suas noivas suas virgens e limpezas espirituais me deixem em paz e levem suas pombas da paz vejo por fora a casa pintada de branco mas o que tem por dentro também se fez branco pintaram tudo tudo que cor tem as paredes os sentimentos os pensamentos encharcaram as superfícies as fibras absorveram pintaram tudo de branco procure imaginar que cor teria a alma se ela pudesse ter busque a cor da alma ainda que não acredite em alma logo me vem a imagem do branco translúcido pintaram até a minha imaginação não imagino portanto não tenho outras cores muitos por aí supõem que imaginam coitados enquanto eu vivi até agora com o que restou uma ideia uma imagem um sentido a ideia que faço de mim feita por quem faz por mim ah o branco o branco vejo muito bem enxergo muito bem neste instante ainda mais os sentidos aguçados estranhos instáveis ligados digo com toda a certeza esta casa não é branca meu corpo não é branco esta tinta não é branca todos são o branco acima de todos ele se impõe vejo meu corpo já não é corpo antes dele vejo o branco assim como o branco da tinta da casa e da rua e das pessoas suprassensível é o branco substância suprema solidamente aquosa arrogante perigosa postado por jefferson bessa às 10 30 00 2 comentários marcadores adversos 25 de jan de 2021 fotografia árvore ii fotografia de jefferson bessa 2016 2017 postado por jefferson bessa às 20 10 00 2 comentários marcadores fotografias jefferson bessa postagens mais antigas página inicial assinar postagens atom translate água fria terceiro e livro de jefferson bessa chão da pele segundo e livro de jefferson bessa para ler clique na imagem acima nos úmidos planos das mãos e livro de poemas de jefferson bessa para ler online clique na imagem acima contato 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