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nunca vistos em livro com excepção de alguns mas são excepcionais de jayme kopke 16 5 22 o primeiro de janeiro este ano comi demais estou farto comi comi comi comi o ano inteiro foram litros de azeite mel leite refresco quilos de carne e de sal grosso e de farinha foram alhos e coentros cebolas linguiças e ovos e couves e fauna marinha e isto para saciar um único mamífero para mais de estatura média peso regular um ano inteiro a devorar devorar devorei doces devorei raízes livros paisagens estradas revistas engoli sapos engoli mágoas engoli todo o género de embuste e quando não pude engolir na hora ainda levei o desaforo para casa estou farto fui sôfrego esganado desmedido ingeri tudo à pressa e à mistura bebi sem sede comi sem fome e sem critério só por gula não admira que por muito que os lave tenha nos dedos este cheiro a gordura estou farto farto senhora desta pança imensa deste fastio desta coisa lá dentro como um rio que cresce e sem aviso se revolta e logo jorrará por toda a costa chame os bombeiros depressa senhora já não contenho tudo o que devorei o ano inteiro sofá cortina tapete vestido o belo quadro e a bela moldura em breve sentirão minha fartura perdão senhora se lhe mancho a festa estava tudo tão bom mas tem razão já basta este ano comi demais no que começa observarei rigorosa dieta publicada por jayme kopke à s 7 57 p m sem comentários 12 5 22 depois da serenata e então fiquei pensando na nossa noite de amor aquela que ainda não tivemos aquela que possivelmente nunca teremos não é meu amor fiquei pensando na nossa conversa e nas palavras estranhas que foram surgindo as energias sexuais para lá e para cá e o útero e a penetração e até mesmo a intimidade e tal e enquanto ia pensando em tudo isso não era em nada disso que pensava nada disso o que acendeu a sério o meu desejo foi a imagem de acordar com você minto de acordar antes de você e ficar ali quieto ficar ali quieto te vendo ficar ali te vendo adormecida te ver adormecida respirando lá no seu mundo e aqui tão perto e então então sentir em mim o ondular do seu sonho enquanto a claridade devagarinho penetra as frestas do meu coração publicada por jayme kopke à s 6 51 p m sem comentários 11 5 22 fantasia o que eu queria meu amor o que fantasio era te inspirar orgasmos de toda cor e feitio que em cada parte do teu corpo onde chegasse o meu toque brotasse mais um orgasmo e depois outro e mais um e todos múltiplos e tantos uma sinfonia de orgasmos os teus os meus em sincronia e nenhum deles mais do mesmo uns tântricos outros românticos uns mais pacíficos outros atlânticos orgasmos sísmicos cataclísmicos um infinito outro fugaz estes sutis estes brutais líricos líquidos telúricos lúdicos lúbricos anais aqueles cármicos estes anímicos espirituais e vez por outra um tão profundo que alvoroçasse uma cidade na outra ponta do mundo sem falar do vizinho do lado que logo chama a polícia que grande inconveniente explicar ao senhor agente quanto pode uma carícia isto meu amor é o que eu queria e quem sabe te darei um dia assim o corpinho possa não é nenhuma promessa é só uma fantasia até lá entretanto se esta improvável dança nossa puder ir sendo o que for não é um orgasmo meu amor mas para mim já é uma festa publicada por jayme kopke à s 7 25 p m sem comentários 9 5 22 tinta o sol lambendo o telhado a festa na mesa ao lado lá atrás a mulher que ria tudo já se dissolvia quando meu traço hesitante quis encarcerar o instante nas dobras do meu caderno se fosse este azul eterno se esta tarde permanente mas foi tudo inutilmente pelos vãos do casario o sol escorreu para o rio a mulher pagou a conta ao lado calou se a festa do azul da tarde o que resta este bocado de tinta publicada por jayme kopke à s 9 47 a m sem comentários 17 10 21 não escolhas tanto não não escolhas tanto vê como enquanto escolhes passa o tempo e quanto desdenhas te abandona vê como se desgrenha vê como desmorona teu cabelo sem brilho o teu mamilo o menisco no escuro a rótula gasta rota torta já sem remédio já sem resgate vê o teu rosto que colado à tarde desbota e a testa que se crispa e a chispa morta não escolhas tanto não vês que pouco importa de que lado te deitas se quanto enjeitas se de quanto gostas vê como parte vê como corta a quina do crepúsculo a tua aorta daquela esquina de onde ainda te fita vê a crina do sonho que se agita e vira as costas publicada por jayme kopke à s 5 30 p m sem comentários 12 9 21 num postal de babilônia onde está a minha cidade deixei a que tinha esta que adoptei não é minha falam quase a minha língua mas com tão estranha sintaxe que eu quando abro a boca é como se mancasse minha língua claudicante vai tropeçando nos pronomes e na falta de bigodes no que se bebe no que se come quando turista visito a cidade que deixei lá não sou menos estrangeiro ou então se sou já não sei fiquei no meio do caminho no meio do mar no meio do corredor do avião entre lisboa e o rio com outros no mesmo barco faço churrascos sambas festas para esquecer o que perdemos fazer a conta do que resta publicada por jayme kopke à s 11 54 a m 5 comentários mãe o que é que eu faço nesta terra longe onde ninguém nem minha língua fala não sabem o que é frevo roça bonde até doçura de bala resvala na língua deles para o som de um tiro e é só tiro o que ouvem quando estoura em minha boca a saudade do rio para mim é guizo pela noite fora eles nem sonham como soa isso ô mãe me conta quando é que eu volto desta terra em que mais me enraízo com quanto mais remorsos a revolvo esse oceano que pus pelo meio era o muro alto atrás do qual morava mais doce mais maduro o verde alheio hoje sei o que era água salgada tanta água mãe tanta tanta água que nordestino sol a enxugaria meu caminho de volta para casa que itaipu o seca que meio dia publicada por jayme kopke à s 11 54 a m 2 comentários diagnóstico mora em mim um poeta com febre a noite inteira em silêncio recita longos poemas que depois esquece ou que se os recorda por preguiça de manhã não escreve mora em mim esse artista calado de madrugada esses passos que sinto é ele que percorre de alto a baixo a noite inteira o seu labirinto o poema trancado publicada por jayme kopke à s 11 53 a m 1 comentário 12 8 20 das palavras palavras são como casas ruas pontes uma tão pequena parte do mundo lá fora há pólen pó bactérias gafanhotos rugosidades fumo espinhos lixo e entre todas essas coisas com nome as outras tantas mais que não têm nome o que sente o pássaro nas suas vísceras quando o tempo vai mudar amanhã a coincidência de forma entre a pedra e a pedra quando entre elas passa o olhar de um lagarto o que sentiu o teu corpo nessa específica tarde quando o teu corpo era a tarde e a impossibilidade de ser a tarde a tarde era esquiva e longe a tarde era o resumo das distâncias a tarde era nunca mais a tarde não foi feita para caber em palavras o mundo não cabe em palavras o mundo não cabe não cabe nos teus olhos nos teus braços nos teus nãos por isso carregas esse medo do mundo moves te de casa em casa de rua em rua esgueiras te por cima das pontes como quem anda em pontas de pés por isso és esse jacques tati tão cómico a desviares te da lama dos buracos da sujeira dos cães dos vírus dos mendigos das correntes de ar tão bom menino sempre calçado sempre agasalhado como a mãe mandou palavras são como pantufas são como luvas como cachecóis acontece que o mundo não respeita as palavras abre se uma janela e ele entra uma fresta no telhado e ele entra uma fresta na pele a mão que te esqueceste de lavar o mundo enche a casa de pó alaga as ruas dissolve os teus pulmões palavras são como galochas um tanto ridículas mesmo quando te mantêm os pés secos são como chapéus de chuva e acontece que às vezes venta era tanto vento mãe tanto vento o mundo não foi feito para caber em palavras publicada por jayme kopke à s 9 11 a m sem comentários 1 1 20 cenizas do que o olho viu quanto ecoa do que o atrai quanto trai quanto coa entre o olho e diafragma qual o contrato nem seiva nem substrato nitrato filme queimado cinzas 23 08 2019 escrito para o lançamento da revista cenizas nº45 que ficou a cargo da renata siqueira bueno publicada por jayme kopke à s 2 08 p m sem comentários 25 12 19 dezembro passo a passo na tarde de inverno descubro quem sou sou estas casas sou estas árvores sou esta cor do casaco de nylon que passa por mim e reverbera estranhamente destacada do azul da tarde sou a foto em preto e branco da basílica que até tiraria se tivesse trazido a máquina mas não a trouxe e assim ninguém a verá sou este eu que mal o descubro se dissolve no mesmo azul da tarde em que se movem casas árvores basílica caminham por mim como se levassem pantufas como se receassem acordar a cidade partir este silêncio maior que a cidade e ao mesmo tempo tão frágil tão breve como este eu estas outras casas outras cores outras árvores este outro ângulo de onde vejo a basílica a saudade antecipada da tarde o azul que passo a passo me dissolve e se dissolve em mim publicada por jayme kopke à s 8 53 p m sem comentários 25 6 19 voto não escreverei para mudar o mundo para mudar a tua vida para te salvar não escreverei para que me sigas que me admires ou que me adores que me faças likes ou que me ignores declaro aqui ser me totalmente indiferente ou quase em todo o caso não escreverei para isso não escreverei porque me queime por dentro alguma paixão nem mesmo a de escrever ou porque tenha de aplacar fantasmas despejar no mundo este restinho de bílis escreverei apenas às vezes com prazer às vezes como quem tediosamente se desincumbe de um rito arrumar a cama limpar a casa dos mortos desfiar ave marias enquanto se pensa noutra coisa algumas vezes com intensidade outras de forma tão alheia que se depois me perguntarem reconhecerei com surpresa a minha própria caligrafia mas não estes lugares comuns estas hipérboles os trocadilhos as metáforas para lá de velhas mesmo quando ainda detentoras de algum poder ah disse ele entre parênteses quanto não daria para escrever alheio assim mas me extravio dizia apenas que num dia escreverei assim no outro assado mas escreverei sempre por nenhuma razão apenas porque as palavras são a secreção do meu corpo esta tinta que me sai quando fricciono a caneta e vai deixando no papel o seu rasto assim eu quando me esfrego na pele do mundo sou como o caracol que vai deixando a sua gosma não creio que tenha pensado no assunto ou que se tenha pessoalmente empenhado na produção dessa gosma que dizem tem uma composição complexa rica em proteínas e colágeno e sei lá que mais substâncias que o caracol igualmente ignora se por onde passa vai deixando a sua gosma é porque não sabe fazer mais nada ou até saberá mais duas ou três coisas arrastar se pelo pavimento à procura de restos trepar na lata da comida do cão fazer filhos à moda lânguida dos caracóis mas nada disso o dispersa nada lhe rouba o tempo e a pouca ciência de que precisa para fazer a sua gosma o caracol nunca desejou ser o melhor produtor de gosma do mundo aperfeiçoar a arte de produzir tão bela gosma vai seguindo apenas e a gosma vai lhe saindo quando um dia alguém por distração ou maldade esmigalhar o caracol sob uma sola apressada ou mesmo quando o levarem muito intencionalmente para a panela quem notará a falta do caracol e da sua gosma aquilo que com tanta exclusividade produziu e era suposto ser o seu rasto neste planeta em pouco tempo não deixará qualquer rasto o sol o secará a chuva completará o trabalho desaparecerá com o mesmo silêncio daquela estrela uma entre bilhões que depois de luzir e luzir e luzir pelo que pareciam ser eternidades mas não eram simplesmente luzir era a sua gosma e tampouco sabia fazer mais nada um belo dia explodiu na noite quieta do universo ou então encolheu se toda e desde então não luziu mais sem que ninguém escrevesse um poema para cantar a sua treva niterói e lisboa dezembro 18 junho 19 publicada por jayme kopke à s 11 04 p m sem comentários 31 3 19 tu para quando a casa do sonho para quando cavalos pela alvorada mastigavam poeiras e orvalhos e nuvens poeiras e orvalhos e nuvens e tu da janela governavas a paisagem para quando as aleluias e as garças donas de tudo entre o pinheiro e a treva a casa do sonho a casa do sonho a casa um badalo convocava para o almoço vozes e risos pelos montes tu escondida na horta submersa no pátio ensolarado dona de tudo entre o pinheiro e a treva para quando a tarde extrema entre os teus dentes a tarde com a sua urgência a tarde com a sua urgência a tarde publicada por jayme kopke à s 10 12 p m sem comentários 29 4 18 meio não sei se deus pela mão do acaso não sei se o acaso pela minha mão tudo o que tenho é o que me dão e vão tirando mas não faço caso entre o que há de vir e o que veio o big bang e este minuto sou só o meio um filamento um conduto um canal o breve bruxuleio de um sinal fortuito que alguém talvez me fez mas que eu que vejo mal não leio às vezes penso nisto mas não muito não esperneio olho para o lado nisto que sou nem tido nem achado hoje não sei amanhã estarei calado publicada por jayme kopke à s 1 39 p m sem comentários 13 3 17 narciso o belo moço debruçado à beira da fonte mira a suprema maravilha dentro do espelho gelado e decide apaixonar se pela luminosa face não pelo traço que conhece que com seu próprio semblante no amado rosto se parece mas pelo dessemelhante pela criatura estranha que à beira da fonte emerge nas águas do amor se banha o belo moço e se perde do outro lado do espelho narciso lúcido ignora a conhecida miragem o céu se pinta de vermelho espanto tanto da hora a tarde ensaguenta a paisagem in poemas durante a chuva lisboa 1999 mariposa azual publicada por jayme kopke à s 10 49 p m sem comentários 6 11 16 doméstica i a minha avó varria a casa o avô criava galinhas todos os dias vinha uma poeira nova trazida pelo vento ou na sola das botinas a minha avó acordava cedo espanava o tampo das mesas os braços da poltrona juntava montinhos de areia no batente das portas e recolhia tudo silenciosa no quintal o avô criava galinhas suzana tinha sete pintos o baby quatro mas alfredo é quem tinha mais por cima de tudo o sol também se calava ii no entanto sobrou alguma coisa atrás de um armário entre a parede e a cristaleira nas páginas de um livro velho as galinhas morreram todas salvo uma que ninguém tinha visto nascer e procriar e que contudo espalhou a sua descendência por fim a casa ruiu os avós foram esquecidos mas a cidade inexplicavelmente anda coberta dessa camada de pó que se avoluma enquanto piam pássaros nefastos in poemas durante a chuva lisboa mariposa azual publicada por jayme kopke à s 2 58 a m sem comentários 1 11 16 agenda quando a manhã for a meio e a tarde quase fatal entenderei ao que veio a madrugada afinal aceitarei que anoitece a hora a escorrer de mim quando o que quis que viesse não veio não foi assim e o olhar do tempo tranquilo no espelho da minha mão repete que sobre aquilo a resposta é muda e é não outubro 2016 publicada por jayme kopke à s 11 47 p m sem comentários 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