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chamou, hino, edição, cor, rosa, editada, meus, personagens, daquelas, dou, trocar, tantos, harvard, formou, oralidades, haver, mil, desconexas, universais, fervorosamente, passadas, calava, calando, cada, fingia, dizer, segredo, old, hotel, bowery, harlem, margens, battery, adivinhar, bares, esperar, encontrá, infinito, braço, escuro, cowboy, gosto, lembrou, conhece, conhecia, ficar, morreu, obituário, procura, distraio, escuto, escutava, seguindo, tanto, contar, sorayan, freeman, cummings, estava, destinado, infectar, boémio, assumido, tímido, relutante, limpava, vergonha, historiador, nossa, redundância, tinha, saco, tantas, jantava, ketchup, tombava, provável, mesas, madeira, compridas, gastas, pelas, pelos, cotovelos, sinais, perceber, pensava, baixinho, enfezado, escondido, barba, desfiada, quanto, ruiva, fossem, gastos, destruição, pura, resultou, qualquer, alusão, prazer, lêem, finjo, afinal, perdidos, aqueles, cujo, horizonte, imagens, deles, pestanejam, gela, teclam, podem, daria, algum, vista, cheirosa, cheira, pobreza, todo, pobre, chocante, suor, roupa, suja, descuido, sabem, sítios, existem, lombadas, poucos, consulta, abandono, feita, qual, apossei, procurei, sabia, morto, bohemian, artist, philippe, halsman, nyc, 1943, comecei, leitura, abrir, viajar, fixo, revivo, marés, baixas, banhos, gelados, leituras, cheips, areia, meses, cheios, cabem, nessa, frase, curta, página, entro, varela, gomes, recente, colecção, ficção, tragédia, largo, rato, conduziu, jornalistas, pessoas, tenham, insistido, ajudar, compreender, aquilo, profissionalmente, devo, pessoalmente, trazer, público, elementos, trabalho, possam, permitir, especulações, comportamento, personalidade, motivações, paciente, terrível, aside, constatação, ante, salivou, cinco, noutro, dossier, guarda, esses, letra, floreada, tentar, linha, florida, imitar, inglês, aros, meio, enferrujados, desenhado, contra, completo, pertença, processo, repetia, leite, creme, escrito, caneta, azul, carregar, viagem, lenta, sulcar, linhas, separadas, comprava, resmas, medida, vício, escola, exercício, juntava, duas, cozinhar, permitido, aproximar, fogão, devia, capaz, dominar, custa, tanta, cópia, fixar, precisar, acontecia, milagre, chegar, servir, quente, chocolate, derretido, sentava, cozinha, esquecida, mágico, entravam, formas, ovos, farinha, salazares, almofarizes, primeiros, voluntários, foram, cópias, henriette, browne, óleo, sobre, tela, menina, escrevendo, copiar, segurança, neurónio, jetplain, bela, fugir, bom, som, cola, nostálgica, miudinha, seguranças, mandam, sapatos, revelação, irrita, mulher, polícia, manda, pôr, braços, seguem, baixo, direcção, exposta, vale, beatificação, iludiu, nesse, meia, íntima, continuam, pensamento, tivesse, headphones, emprestava, senhora, teste, vestígios, quê, posso, detida, descalça, stone, picar, miolos, primeira, estrada, larga, costa, leste, américa, desde, rachar, querer, esquecer, fazia, lembro, escolhido, plain, videos, alegrou, video, montra, quantas, ando, deixei, perdição, boa, alerte, elas, terra, cheia, expulsar, andam, sinto, resto, seguir, tenho, conversa, geografia, alheia, instiga, deambular, criar, procure, voltar, perdido, montras, imagem, distorcida, sou, sorri, sorrio, rapariga, leggings, ténis, corrida, corre, olha, chão, mimetismo, intrometer, pisam, imenso, cabe, igual, desmesura, perdessem, capacidade, revelar, enorme, excesso, excepto, encovados, lábios, salientes, acima, atravessando, daquele, compacto, encontro, skate, descer, maddison, skateboards, rapazes, algumas, raparigas, union, square, nevou, turistas, russo, perguntam, edifício, fico, muda, segundos, estranha, station, digo, ahhhhs, ohhhhhs, flash, disparar, transportavam, digerir, totalmente, entregue, aos, guiem, transporto, afastar, mahler, soa, inventou, pássaros, julius, ausento, truque, levar, voo, pisavam, geometria, tinham, caber, quadrado, lage, perdiam, jogo, macaca, original, post, coragem, encostou, surpreendida, correspondeu, deitou, este, beijo, brasileiro, reconhece, 1931, luiz, brandão, brasil, jornalista, cineasta, biografia, livrarias, cinema, política, pintura, viagens, interesses, frontalidade, desilusões, fundador, publico, revista, comércio, funchal, cultivar, tal, infantil, único, universo, real, imaginário, jornais, traziam, notícias, exterior, eram, invenções, ficheiros, secretos, situações, produzidas, deve, sítio, nomes, nasceram, adega, receber, telha, substituída, placa, plantar, morrer, medo, continuava, quis, usar, usado, guardavam, cheguei, embalar, nele, fresco, telhas, vãs, brincadeira, ficava, aquela, pais, passavam, dormir, lado, branco, rosáceas, cabeceira, baloiço, chegaram, luto, dessa, morte, feito, chegada, bebé, havia, iam, várias, gerações, home, skip,
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ilva fundador do publico da revista do expresso do comércio do funchal partilha s f f share on facebook opens in new window facebook share on x opens in new window x share on pinterest opens in new window pinterest share on tumblr opens in new window tumblr share on linkedin opens in new window linkedin share on reddit opens in new window reddit email a link to a friend opens in new window email like loading leave a comment posted in livros tagged biografia cineasta expresso jornalista silva vicente posted on february 14 2013 by isabel lucas leave a comment puroacaso 1931 luiz brandão são paulo brasil naquele dia ele ganhou coragem e encostou a à parede surpreendida ela correspondeu e deitou lhe a mão este beijo tem 82 anos é brasileiro mas ninguém lhe reconhece sotaque nem lhe dá essa idade view original post partilha s f f share on facebook opens in new window facebook share on x opens in new window x share on pinterest opens in new window pinterest share on tumblr opens in new 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capacidade de revelar outra coisa além de um enorme estou aqui tudo é excesso excepto a expressão olhos encovados lábios salientes e um olhar para a frente que não é em frente vão rua acima atravessando a ilha e eu sempre a desviar me daquele compacto encontro outro rapaz de skate a descer a maddison e outros skateboards com rapazes e algumas raparigas em union square nevou mas não chega uns turistas com sotaque russo perguntam me que edifício é aquele e fico muda por segundos não era eu a estranha central station digo ahhhhs e ohhhhhs e o flash a disparar e eu a desviar me do frio um desvio para nada os pés andam mas não sinto o resto e a dormência ajuda a seguir ainda tenho fresca a conversa com o escritor que falava de pessoa que dizia que queria andar na cidade de pessoa para saber mais do escritor a geografia nunca é alheia penso na minha dormência esta ajuda ao passo instiga ideias deambular é criar pelo menos para mim aqui como no mar e agora era andar até me perder talvez me encontre ou alguém me procure não é bem isso é voltar a ter de saber onde pertenço que expressão levo eu agora de café na mão a aquecer o passo perdido mas que sabe o caminho olho me nas montras mas vejo uma imagem distorcida não me reconheço mas sei que sou eu e alguém me sorri lá de dentro sorrio uma rapariga de leggings e ténis de corrida corre não me vê olha o chão olho o também o mimetismo sempre a intrometer se não sei há quantas horas ando deixei de olhar para o relógio e essa é outra perdição boa não me apetece encontrar me nas horas que alguém me alerte para elas estou suspensa e por agora é onde me apetece estar a terra está cheia de vontade de nos expulsar partilha s f f share on facebook opens in new window facebook share on x opens in new window x share on pinterest opens in new window pinterest share on tumblr opens in new window tumblr share on linkedin opens in new window linkedin share on reddit opens in new window reddit email a link to a friend opens in new window 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bela música para fugir pelo menos naquele dia era bom som para sair da idade agora cola se nostálgica miudinha lá está ela enquanto os seguranças me mandam fazer tudo o que não quero penso nos pés sem sapatos a revelação pública das meias irrita me mais do que a mulher polícia que me manda pôr os braços para cima enquanto os dela seguem para baixo na direcção das meias eu ali exposta e vale me a música que ganhou direito a beatificação e me iludiu nesse tempo para mim a meia é mais íntima do que o pé nada a fazer gonna take you for a ride in a big jet plane não olho para os pés ou melhor para as meias angus e julia continuam e se o pensamento tivesse headphones emprestava um à senhora que me pede agora um teste às mãos vestígios de quê posso ir detida e assim descalça ou melhor de meias partilha s f f share on facebook opens in new window facebook share on x opens in new window x share on pinterest opens in new window pinterest share on tumblr opens in new window tumblr share on 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do fogão e a de aprender a escrever devia ser capaz de dominar a escrita à custa de tanta cópia de coisas boas e fixar as coisas boas até não precisar mais do papel noutro dia descobriu o dossier onde a mãe ainda guarda esses escritos a letra floreada a tentar não sair da linha a capa florida a imitar papel de parede inglês os aros de ferro meio enferrujados o nome desenhado na contra capa nome completo a sua pertença e a constatação ante aquele arquivo salivou ao ler o que escreveu com cinco anos partilha s f f share on facebook opens in new window facebook share on x opens in new window x share on pinterest opens in new window pinterest share on tumblr opens in new window tumblr share on linkedin opens in new window linkedin share on reddit opens in new window reddit email a link to a friend opens in new window email like loading 2 comments posted in crónicas aside hoje comecei a leitura de o verão de 2012 um livro que antes de o abrir já me fez viajar fixo me na capa revivo marés baixas banhos gelados e de sol leituras e livros cheips de areia de uns meses tão cheios de tudo que só cabem nessa frase curta o verão de 2012 agora abro a página e entro no livro de paulo varela gomes o mais recente da colecção de ficção da tinta da china a tragédia do largo do rato conduziu a que muitos jornalistas e outras pessoas tenham insistido comigo para os ajudar a compreender aquilo que se passou profissionalmente não devo e pessoalmente não quero trazer a público elementos do meu trabalho que possam permitir mais especulações acerca do comportamento da personalidade e das motivações do meu paciente o verão de 2012 foi terrível para ele partilha s f f share on facebook opens in new window facebook share on x opens in new window x share on pinterest opens in new window pinterest share on tumblr opens in new window tumblr share on linkedin opens in new window linkedin share on reddit opens in new window reddit email a link to a friend opens in new window email like loading leave a comment posted on february 7 2013 by isabel lucas uma balada de nova iorque posted on february 4 2013 by isabel lucas leave a comment joe gould bohemian artist philippe halsman usa nyc 1943 procurei por joe gould sabia o morto mas mesmo assim não era bem eu era eu feita personagem de um tempo que não foi um meu de uma história que não foi minha mas da qual me apossei e aquele seria um lugar provável mesas de madeira compridas gastas pelas mãos pelos cotovelos pela escrita procuro lhe os sinais sem na altura perceber que pensava em alguém baixinho e enfezado escondido debaixo de uma barba tão desfiada quanto ruiva talvez fossem os rostos gastos pela boémia outros mais pela destruição pura a que resultou da ausência de qualquer alusão ao prazer escrevem ou fingem que escrevem ou fingem que lêem eu também finjo afinal só volto a mim quando nos olhos perdidos dos outros aqueles cujo horizonte não vai além das imagens que lhes vão dentro só volto quando olho os olhos deles e eles nem pestanejam mas continuo sem ver joe gould vejo gente a aquecer se numa biblioteca pública nada mais lá fora gela se e outros que teclam e estão ali porque não podem pagar um café que lhes daria direito a uma mesa e algum tempo num lugar com vista para uma rua de gente cheirosa aqui onde não está joe gould cheira a pobreza e são os pobres que ali vão joe gould não era de todo pobre é chocante o cheiro a suor e roupa suja e descuido pode ser mas só para os que não sabem nada desses sítios onde os pobres existem entre as lombadas dos livros que como eles já poucos ou ninguém consulta cheiro a abandono joe gould não era assim mas joe gould não está claro que não morreu nunca li o obituário talvez vá à procura mas distraio me sempre os outros os que estão à volta escuto lhes as conversas como gould as escutava seguindo o que li na vida que dele contou joseph mitchell esse homem com tanto saber de jornalismo para contar de gente e que como sorayan freeman ou cummings estava destinado a encontrar e deixar se infectar por joe gould o boémio assumido e tímido relutante a quem o álcool limpava a vergonha o historiador da nossa redundância que vivia com o que tinha num saco de papel e que tantas vezes jantava ketchup antes de adormecer onde a cabeça o tombava li acerca de joe gould antes de conhecer nova iorque e isso é a mesma coisa não é o mesmo saber dele sem saber do village do bowery do harlem e das margens do battery adivinhar lhe os bares ver outros esperar encontrá lo com o seu livro infinito debaixo do braço pagar lhe um café escuro sem açúcar à cowboy como ele gostava como eu gosto lembrou me alguém que me conhece melhor do que o joseph mitchell conhecia o joe gould pagar lhe um café e ficar a ouvi lo fantasia vou outra vez de nova iorque sem ver o joe lamento claro que continuo a olhar em volta e no village justamente ali numa das ruas por onde andava lá está ele mas sem eu saber que ele estaria lá dentro de um livro numa pequena livraria up in the old hotel uma compilação de textos escritos por joseph mitchell para a new yorker a preço de saldo a pechincha vai comigo para casa pelo preço de um café enfeitado por um barista de segunda mas só dias depois descubro nela gould o professor sea gull constantemente a escrever a sua história oral e mitchell o maravilhoso contador de histórias verdadeiras que não lhe resiste porque é irresistível um homem que desdenha o dinheiro e tudo o que ele pode comprar que vive nas ruas entre o que pede e o que lhe dão para continuar a coleccionar o que se diz o que ouve por onde anda naquela nova iorque dos anos vinte de um século que já passou inteiro mitchell descobriu o em 1942 e fez lhe o perfil o primeiro de dois que publicou na the new yorker anos depois tornou a história mais completa e o segredo de joe gould assim lhe chamou tornou se um hino ao jornalismo e à literatura li o assim em lisboa há uns anos uma edição de capa cor de rosa editada pela d quixote e tornou se um dos meus livros e joe gould uma das minhas personagens daquelas com quem de vez em quando dou por mim a trocar ideias tantos anos e ele ainda possível fora da literatura com o seu sotaque de harvard onde se formou e agora escritor de oralidades e pode lá haver escrita melhor 20 mil conversas tão desconexas como universais fervorosamente passadas a papel contou mitchell gould nem sempre dizia calava mais e foi calando cada vez mais às vezes fingia que falava para dizer só o que queria no village há uma toada que guia os passos frio muito frio abro a boca para apanhar um floco de neve não vejo joe gould alguns parecidos mas não me lembram joe para falar a verdade ninguem se compara a esse imitador de gaivotas que como eu gostava do rio e do grandes corpos de água abraçadores de alma e estou quase a ir embora longe de gould longe do nosso village apropriei me para longe de uma cidade que partilhamos por razões tão opostas em tempos tão distantes em circunstancias tão diferentes uma voz embala me conta me a história que mitchell escreveu e eu oiço sem saber que seria um dia um embalo uma história para eu adormecer mas enquanto langueio no meu embalo vou despertando porque reconheço a figura de gould estão lá os traços a rebeldia mas parece que não era bem bem assim mas também não deixava de ser assim era possível que fosse embalo pois a voz tem o timbre do village podia ser gould quem sabe se não seria contava e contou e no fim o título professor sea gull emoção da grande encontrei gould de facto fora do village não na biblioteca o gould antes de eu o conhecer graças a uma voz e gould tornou se ainda mais uma das minhas baladas de nova iorque partilha s f f share on facebook opens in new window facebook share on x opens in new window x share on pinterest opens in new window pinterest share on tumblr opens in new window tumblr share on linkedin opens in new window linkedin share on reddit opens in new window reddit email a link to a friend opens in new window email like loading leave a comment 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