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morrem, andorinhas, aponta, abraça, pequena, estátua, põe, cabelos, congelados, ampara, menina, cega, campanários, gelados, violências, recolher, sumo, angústias, ontem, adotado, rechaçado, devolvido, pelas, esquece, escuridão, niños, regalar, mariposas, decir, acurrucado, cueva, vivir, humedecen, dile, frente, donde, mueren, golondrinas, señálale, abrázalo, pequeña, estatua, ponle, cabellos, escarchados, ampáralo, niña, ciega, campanarios, helados, violencias, recoger, zumo, angustias, antaño, adoptado, rechazado, relojes, devuelto, olvida, oscuridad, cheia, cavidades, movediças, escrevo, extensão, ressoou, opacidade, ausência, senão, azuis, podia, queria, vinham, inoportunos, neste, jardins, cantou, língua, fria, llena, oquedades, movedizas, escribo, extensión, resonó, opacidad, ocultado, desde, ausencia, sino, través, sus, azules, podía, quería, tiempo, muchacho, venían, deshora, recordarle, jardines, cantó, lengua, fría, fue, padre, cravos, bailam, comigo, sedentos, lenços, aurora, 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debería, tener, conozco, historia, pájaros, perfurar, vinho, necessidade, atará, chamada, festa, perforar, vino, necesidad, palabra, enlazará, llamada, fiesta, sim, bebendo, escondendo, chapéu, bebiendo, escondiendo, ratas, sombrero, pizarnik, procurei, internet, traduzi, alguns, apresento, seguir, primeiro, original, seguido, tradução, fondo, quiero, convidada, ilustre, pizarnick, levado, descendo, cima, setenta, quilômetros, hora, retrata, sete, andares, segundo, quadrado, nove, oito, potência, nuvem, descalça, lírica, procurando, pulou, 1952, 1983, elegia, tardia, sábado, atelier, livre, prefeitura, xico, stockinger, alergre, perfil, completo, sidebar, main, remamo,
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prefeitura xico stockinger porto alergre postado por renato de mattos motta às 17 13 nenhum comentário enviar por e mail postar no blog compartilhar no x compartilhar no facebook compartilhar com o pinterest sábado 16 de fevereiro de 2019 uma elegia tardia ave poeta para ana c 02 06 1952 29 10 1983 a poeta pulou procurando o voo leve lírica levada pela brisa leve nuvem descalça a poeta voou leve e breve acelerada por segundos na segunda potência a poeta voou acelerada a nove vírgula oito metros por segundo ao quadrado a poeta voou leve e veloz como um sonho um sonho de sete andares um sonho de voo um sonho de eternos trinta e um anos a poeta voou um sonho de vinte e um metros a poeta voou um sonho de trinta e um anos para sempre breve leve levada pela brisa no chão a realidade retrata a poeta a setenta e dois quilômetros por hora descendo para cima ana c é céu levado pela brisa sonho de voo veloz sonho de dois eternos segundos porto alegre 22 01 19 postado por renato de mattos motta às 05 43 nenhum comentário enviar por e mail postar no blog compartilhar no x compartilhar no facebook compartilhar com o pinterest terça feira 20 de fevereiro de 2018 uma convidada ilustre alejandra pizarnick a notícia de alejandra chegou através de uma notícia da folha link postado pela amiga daniela pace serão lançados em abril dois livros desta poeta importantíssima da vizinha argentina da qual o brasil até hoje pouco ou nada sabia ela nasceu em uma família de judeus russos que emigrou para a argentina pouco antes da segunda guerra cresceu sob a sombra do nazismo e das notícias de parentes desaparecidos em campos de concentração teve problemas na adolescência com acne asma com o forte sotaque e com a constante comparação com sua irmã que era o modelo das aspirações de sua mãe para as filhas ainda na adolescência abandonou o nome flora que recebera dos pais e criou alejandra assumindo a paixão pela literatura estudou filosofia jornalismo letras e pintura até decidir abandonar o estudo formal e dedicar se totalmente à escrita tornou se amiga dos mais importantes literatos de seu tempo não somente na argentina mas também em paris onde morou por um tempo entretanto ao mesmo tempo em que sua poesia se desenvolvia aumentavam também seus problemas psicológicos expressa diversas vezes o desejo de viver dentro de seus escritos de tornar se aquilo que escrevia ao mesmo tempo vicia se cada vez mais em barbitúricos e antidepressivos sobrevive a duas tentativas de suicídio até que em 25 de setembro de 1972 ingere 50 pastilhas de seconal havia estudado nas semanas anteriores sobre as doses letais desse barbitúrico e sabia que seria fatal deixou em uma lousa seu último poema no quiero ir nada más que hasta el fondo não quero ir nada mais que até o fundo procurei na internet os poemas de alejandra e traduzi alguns apresento a seguir primeiro o poema original em espanhol seguido da tradução que fiz poemas de alejandra pizarnik el miedo en el eco de mis muertes aún hay miedo sabes tu del miedo sé del miedo cuando digo mi nombre es el miedo el miedo con sombrero negro escondiendo ratas en mi sangre o el miedo con labios muertos bebiendo mis deseos sí en el eco de mis muertes aún hay miedo o medo no eco de minhas mortes ainda há medo sabes do medo sei do medo quando digo meu nome é o medo o medo com chapéu negro escondendo ratos em meu sangue ou o medo com lábios mortos bebendo meus desejos sim no eco de minhas mortes ainda há medo fiesta en el vacío como el viento sin alas encerrado en mis ojos es la llamada de la muerte sólo un ángel me enlazará al sol dónde el ángel dónde su palabra oh perforar con vino la suave necesidad de ser festa no vazio como o vento sem asas encerrado em meus olhos é a chamada da morte só um anjo me atará ao sol cadê o anjo cadê sua palavra oh perfurar com vinho a suave necessidade de ser la carencia yo no sé de pájaros no conozco la historia del fuego pero creo que mi soledad debería tener alas a carência eu não sei de pássaros não conheço a história do fogo mas creio que minha solidão deveria ter asas hijas del viento han venido invaden la sangre huelen a plumas a carencia a llanto pero tú alimentas al miedo y a la soledad como a dos animales pequeños perdidos en el desierto han venido a incendiar la edad del sueño un adiós es tu vida pero tú te abrazas como la serpiente loca de movimiento que sólo se halla a sí misma porque no hay nadie tú lloras debajo de tu llanto tú abres el cofre de tus deseos y eres más rica que la noche pero hace tanta soledad que las palabras se suicidan filhas do vento vieram invadem o sangue cheiram a plumas a carência a pranto mas tu alimentas o medo e a solidão como a dois animais pequenos perdidos no deserto vieram a incendiar a idade do sonho um adeus é tua vida mas tu te abraças como a serpente louca de movimento que só acha a si mesma porque não há ninguém tu choras sob teu choro tu abres o cofre de teus desejos e és mais rica que a noite mas faz tanta solidão que as palavras se suicidam la danza inmóvil mensajeros en la noche anunciaron lo que no oímos se buscó debajo del aullido de la luz se quiso detener el avance de las manos enguantadas que estrangulaban a la inocencia y si se escondieron en la casa de mi sangre cómo no me arrastro hasta el amado que muere detrás de mi ternura por qué no huyo y me persigo con cuchillos y me deliro de muerte se ha tejido cada instante yo devoro la furia como un ángel idiota invadido de malezas que le impiden recordar el color del cielo pero ellos y yo sabemos que el cielo tiene el color de la infancia muerta a dança imóvel mensageiros na noite anunciaram o que não ouvimos se buscou sob o uivar da luz se quis deter o avanço das mãos enluvadas que estrangulavam a inocência e se se esconderam na casa do meu sangue como não me arrasto até o amado que morre atrás de minha ternura por que não fujo e me persigo com facas e me deliro de morte se teceu cada instante eu devoro a fúria como um anjo idiota invadido de mazelas que lhe impedem de recordar a cor do céu mas eles e eu sabemos que o céu tem a cor da infância morta la jaula afuera hay sol no es más que un sol pero los hombres lo miran y después cantan yo no sé del sol yo sé la melodía del ángel y el sermón caliente del último viento sé gritar hasta el alba cuando la muerte se posa desnuda en mi sombra yo lloro debajo de mi nombre yo agito pañuelos en la noche y barcos sedientos de realidad bailan conmigo yo oculto clavos para escarnecer a mis sueños enfermos afuera hay sol yo me visto de cenizas a cela lá fora há sol não é mais que um sol mas os homens o olham e depois cantam eu não sei do sol eu sei a melodia do anjo e o sermão quente do último vento sei gritar até a aurora quando a morte pousa desnuda em minha sombra eu choro de baixo de meu nome eu agito lenços na noite e barcos sedentos de realidade bailam comigo eu oculto cravos para escarnecer de meus sonhos enfermos lá fora há sol eu me visto de cinzas poema para el padre y fue entonces que con la lengua muerta y fría en la boca cantó la canción que le dejaron cantar en este mundo de jardines obscenos y de sombras que venían a deshora a recordarle cantos de su tiempo de muchacho en el que no podía cantar la canción que quería cantar la canción que le dejaron cantar sino a través de sus ojos azules ausentes de su boca ausente de su voz ausente entonces desde la torre más alta de la ausencia su canto resonó en la opacidad de lo ocultado en la extensión silenciosa llena de oquedades movedizas como las palabras que escribo poema para o pai e foi então que com a língua morta e fria na boca cantou a canção que lhe deixaram cantar neste mundo de jardins obscenos e de sombras que vinham inoportunos recordar lhe cantos de seu tempo de menino em que não podia cantar a canção que queria cantar a canção que lhe deixaram cantar senão através de seus olhos azuis ausentes de sua boca ausente de sua voz ausente então da torre mais alta da ausência seu canto ressoou na opacidade do oculto na extensão silenciosa cheia de cavidades movediças como as palavras que escrevo a la espera de la oscuridad ese instante que no se olvida tan vacío devuelto por las sombras tan vacío rechazado por los relojes ese pobre instante adoptado por mi ternura desnudo desnudo de sangre de alas sin ojos para recordar angustias de antaño sin labios para recoger el zumo de las violencias perdidas en el canto de los helados campanarios ampáralo niña ciega de alma ponle tus cabellos escarchados por el fuego abrázalo pequeña estatua de terror señálale el mundo convulsionado a tus pies a tus pies donde mueren las golondrinas tiritantes de pavor frente al futuro dile que los suspiros del mar humedecen las únicas palabras por las que vale vivir pero ese instante sudoroso de nada acurrucado en la cueva del destino sin manos para decir nunca sin manos para regalar mariposas a los niños muertos à espera da escuridão este instante que não se esquece tão vazio devolvido pelas sombras tão vazio rechaçado pelos relógios este pobre instante adotado por minha ternura desnudo desnudo de sangue de asas sem olhos para recordar angústias de ontem sem lábios para recolher o sumo das violências perdidas no canto dos gelados campanários ampara o menina cega de alma põe lhe teus cabelos congelados pelo fogo abraça o pequena estátua de terror aponta lhe o mundo convulsionado a teus pés a teus pés onde morrem as andorinhas tiritantes de pavor ante ao futuro diz que os suspiros do mar umedecem as únicas palavras por que vale viver mas esse instante sudoroso de nada aconchegado na cova do destino sem mãos para dizer nunca sem mãos para presentear borboletas às crianças mortas postado por renato de mattos motta às 06 17 nenhum comentário enviar por e mail postar no blog compartilhar no x compartilhar no facebook compartilhar com o pinterest segunda feira 12 de fevereiro de 2018 dois poemas sobre a atualidade sobre culpa e inocência a culpa do inocente foi mostrar a riqueza do pobre a alegria dos tristes a culpa do inocente foi acabar com a abundância de escassez fartar os famintos a culpa do inocente foi tentar a paz com os donos da guerra a igualdade com os desiguais a culpa do inocente foi revelar a pobreza dos ricos a tristeza dos felizes a culpa do inocente foi mostrar a inteligência dos ignorantes e a ignorância dos eruditos a culpa do inocente foi acreditar que os donos da pátria da injustiça poderiam permitir justiça porto alegre 26 1 18 renato de mattos motta o poema que se segue nasceu como um comentário no blog a voz pública da poesia do poeta e crítico ronald augusto https avozpublicadapoesia blogspot com br e acabou merecendo um post do ronald lula à la fontaine absurdo conclave de surdos juízes injustificavelmente injustos julgando como lobos culpado cordeiro por sua fome de carniceiro renato de mattos motta porto alegre 28 de janeiro de 2018 postado por renato de mattos motta às 03 13 nenhum comentário enviar por e mail postar no blog compartilhar no x compartilhar no facebook compartilhar com o pinterest sexta feira 7 de abril de 2017 ícaro sonhar é para os pássaros este poema consta de meu mais recente livro amarteatéamorte porto alegre gente de palavra 2016 paisagem com queda de ícaro peter brueghel o velho 1565 ícaro sonhar é para os pássaros construção longo tempo de preparo recolhendo material penas que pássaros não faltam cera varas fibras e resinas o pai cria constrói ensina a construir com paz e ciência liberdade fim da tortuosa prisão dédalo o pluriengenhoso artesão dédalo dos dedos hábeis dédalo inventor de espantos voo voam duas aves nunca vistas estranhas só as asas emplumadas são aves porque voam e ave é o que com ave se parece maiores que qualquer que se conhece são aves porque só as aves voam as asas não pertencem a seus corpos sobre os corpos só há pele e poucos pelos as penas sobre as asas são de ave o esqueleto que as conforma é vegetal o que se vê voar não são aves de fato mas homens com algum tipo de artefato são mãos que construíram são braços que que impulsionam um já é velho e outo bem jovem são homens mas estão livres do chão o velho voa pouco voa baixo mais plana do que agita suas asas sobrevoa o mar direto à praia onde pousa quase cai em segurança o garoto é alegria e liberdade desliza entre ventos parceiro de pássaros canta puro encanto um canto de emoção canto daquele que voando se libertou da prisão se eleva a uma altura imponderável o que busca tão alto aquele jovem tocar as nuvens beijar o sol só sabe se que sobe sobe sempre sobe até que as asas se desfazem então cai visão o pastor apascenta suas ovelhas cuida que não saiam da sua vista que não haja predador ou peçonhento que ameace o seu ganho com o rebanho o pescador cuida de pegar peixes em silêncio confere suas esperas paciência e atenção na ação precisa de puxar quando belisca firme e calmo o lavrador empurra seu arado pelo terreno que será semeado em sulcos se abre a terra umedecida receptiva e fértil para a vida verificando o velame e a viração dos ventos o marinheiro assegura sua vida e seu sustento tocando o dia a dia a cada dia enredando a rotina quotidiana revivem outra vez sempre de novo a vida que viveram seus avós é com espanto que então ouvem a voz que entoa uma canção conhecida que parte do impossível quem quer que cante este canto canta lá muito do alto do céu acima do mar de onde se vê uma ave que é um menino a voar mas as asas se desplumam viram só galhos e penas e o jovem se precipita para o fundo em alto mar olhares que eram para o espanto agora olham de lado atentos aos cuidados quotidianos o oceano afogou todo o delírio provou se que o sonhar não é pros homens o pastor já volta ao pastoreio também o lavrador só vê a terra das velas se o cupa o marinheiro de escamas anzóis e linhas o pescador sonhar é perigoso para os homens afaste se do sonho a juventude de sonhos não se ocupem os mortais sonhar é pra quem dorme ou para os mortos epístola psicografada não chora pai porque caí a queda foi o preço do presente maior que a vida asas presente que é pura liberdade além dos muros além do mar além do chão se meu voo foi além do limite dessas asas é que o sonho superou a realidade e hoje sou sem corpo sou só sonho e voo libertado da matéria num corpo que é sem peso que é só brisa não chora pai porque caí se o teu legado é o sonho de voar não seja o meu o medo de sonhar renato de mattos motta 20 02 2016 postado por renato de mattos motta às 05 31 nenhum comentário enviar por e mail postar no blog compartilhar no x compartilhar no facebook compartilhar com o pinterest terça feira 6 de setembro de 2016 o medo medra na merda nacional o medo do triunfo do mal é tanto o temor que quem nos des governa é o verbo temer porto alegre 29 08 16 postado por renato de mattos motta às 11 29 nenhum comentário enviar por e mail postar no blog compartilhar no x compartilhar no facebook compartilhar com o pinterest nadatemer nadatemer não tema por temer se perde por temer não se luta por temer se foge de fantasmas do passado ...
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