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postes, alta, tensão, desapercebida, frase, vermelho, resistia, isto, muros, dedicou, aquela, amou, monstra, salvar, olivia, completa, enroscar, suas, fria, madrugada, sonhava, pessoa, masturbava, pensando, dormia, girou, surdo, tiro, ecoou, casada, mudava, sensação, devia, novela, salvava, conversa, corria, deixava, isolada, incomodá, naquela, ouviu, atentamente, passos, dele, corredor, teria, explicar, viver, penetrando, parasse, bueno, dejé, amarlo, hizo, oír, tan, doloridas, decía, nuestra, trama, fuera, más, pierda, tiempo, inutilidad, hubiera, traído, cómo, podría, transformarse, odio, comprendía, adonde, venía, tanta, rabia, aquellas, finais, pesadamente, seguirá, fingir, monstros, gritassem, fosse, confusão, fração, segundos, seguintes, perceber, tomava, chá, olhava, sorri, brevemente, resposta, risada, restante, aproxima, cadáver, estaria, terminado, suporto, tua, teus, risos, controle, quê, longe, desespero, sinto, desmoronarem, acontecendo, ponte, ilhado, maldita, destruído, restava, gritar, infame, ouve, arrasta, retiro, rasgando, importam, devir, eterno, dever, escolhas, apenais, aceitação, assustado, estar, entre, causaram, asco, daquela, dizia, saio, correndo, isolo, cuja, impensada, esperam, boca, cheia, dentes, jantar, elas, sente, complementam, complementa, estás, jamais, esteve, mostrar, mostra, restou, apossando, carne, também, morrido, acidente, carro, conseguia, encaixava, animais, falantes, dessa, provavelmente, jeito, bizarro, esquecido, apodrecer, canto, comido, pelos, sido, curso, rio, acabava, existiam, margens, prendiam, escorrendo, rumo, definido, pois, desenlace, possível, acabaria, fracasso, alucinadamente, vem, mente, lotada, fellini, kurt, tantos, leem, riem, acalma, sabem, acontece, sabe, essa, dor, posto, malditos, começo, anti, horário, sob, faria, rápido, fechados, parado, desse, perdido, noção, voltas, caio, bunda, rir, alto, abro, igual, inteligente, pena, voa, bota, tem, fixo, calmo, conhecido, infantil, respirar, arder, refaço, mentalmente, cheguei, recordo, começou, calcei, solução, lógica, tirar, terminaria, existem, descalço, certo, vejo, habitual, segurava, vermelha, lápis, calma, estendendo, desperdiçar, assim, estouro, raiva, chutá, vão, rápida, numa, distância, segura, voz, dizendo, aos, devem, acrescenta, resolvo, sentar, plausível, passava, acordar, belisco, forte, molho, sigo, volto, apressado, você, entender, saber, passou, percebendo, confusa, serem, medidas, relance, ouvido, permita, diga, estiveres, pronta, ignorei, advertência, fui, subindo, aumentava, metade, esta, transformou, rampa, fazendo, escorregasse, batesse, parede, riso, estrondoso, voou, perto, repousou, carinhosamente, asa, ombro, olhando, boa, idéia, gargalhou, alegria, seguiu, saltitante, fechei, dera, estupido, bastava, subir, dirigi, receio, relaxar, riu, correu, velocidade, aproximou, fez, assentimento, fundos, depende, nós, salto, postou, diante, perguntei, respondeu, cair, negro, viam, bitucas, cigarro, álcool, além, qual, descido, cômodo, único, consistia, móveis, cadeiras, saída, trancada, nenhuma, virei, analisar, servia, fogão, óculos, pousara, debochado, próxima, via, fim, próximo, estranhamente, incomodado, cercava, palavras, saíram, naturalmente, analiso, aspectos, cheiro, material, flexibilidade, solto, volta, cadeira, encarar, transcorrido, cor, prometido, deram, calçá, destreza, houvera, levantar, fato, subitamente, caminhar, experiência, realmente, prazerosa, coloridas, sons, musicados, surpreendi, cores, alteravam, percepção, ambiente, deixar, perder, pelas, soubesse, avistei, chamado, atenção, correr, faziam, integrassem, parei, descansar, pedra, aproximei, devagar, suficiente, entrasse, porquê, entro, galeria, iluminada, contudo, descendo, descer, tropecei, apareceu, super, tive, usá, apesar, trazido, especialmente, menina, doce, ingênuo, recém, aprontou, daqueles, esperança, humanidade, simpatia, conseguiu, demover, ideia, usar, deixou, saiu, pouco, frustrada, animação, propagada, voltaria, tarde, avisou, comecei, lavar, acumulada, rádio, incomodava, quantidade, opinião, conservadora, locutor, alguém, observasse, viro, corro, prestes, aquele, colorido, paro, seco, direção, escultura, bienal, pensei, nome, intervenção, último, suplício, manufatura, caiu, gelada, primeiro, proteger, inútil, metros, amargurado, secas, portavam, tivesse, livrado, rancor, derradeiro, menos, aparelho, esquecer, nossa, natural, condição, seres, constantemente, intempéries, principalmente, morrer, marquise, perderam, enquanto, desviar, fechavam, gota, atinja, piores, têm, abrigo, chovia, tremer, colocá, posição, correta, despedaçasse, lembrei, vendedor, falando, varas, duplas, ultra, resistentes, pila, verdade, tão, cânion, encanou, virou, avesso, fácil, consertar, destruiu, retorceu, tal, sobre, hoje, morreu, sentou, buteco, pensou, tirou, caneta, bolso, encarando, papel, branco, notou, imediatamente, chamou, garçon, anotou, telefone, bar, aceitaria, outro, desafio, caso, pedras, tristeza, levantava, malabares, ganhava, súbito, caia, disputava, partida, contra, mantinha, três, objetos, desafiar, física, terça, chegando, praia, dúvida, separa,
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ça feira 6 de janeiro de 2015 malabarista havia um malabarista no sinal com um olhar atento parecia desafiar a física mantinha três objetos onde havia lugar para dois disputava uma partida contra o tempo súbito tudo caia ganhava o tempo com tristeza no olhar levantava os malabares que no caso eram pedras havia no entanto um sorriso um sorriso de quem sabia de que antes da morte o tempo aceitaria outro desafio às 17 14 nenhum comentário enviar por e mail postar no blog compartilhar no x compartilhar no facebook compartilhar com o pinterest domingo 28 de dezembro de 2014 poema feito em uma mesa de bar sentou se sozinho na mesa de um buteco qualquer pensou em escrever um poema tirou uma caneta do bolso e um guardanapo da mesa parou encarando o papel em branco olhou ao seu redor foi quando notou a presença dela imediatamente chamou o garçon anotou seu telefone no guardanapo às 17 32 nenhum comentário enviar por e mail postar no blog compartilhar no x compartilhar no facebook compartilhar com o pinterest segunda feira 20 de outubro de 2014 o dia em que morreu meu guarda chuva sobre a morte do meu guarda chuva hoje chovia muito há dias o vento fazia meu guarda chuva tremer tentava colocá lo na posição correta para que não se despedaçasse lembrei do maldito vendedor falando das varas duplas ultra resistentes por 10 pila isso não poderia ser verdade passei por dois prédios tão altos que mais pareciam um cânion o vento encanou e o meu guarda chuva não apenas virou do avesso fácil de consertar ele se destruiu retorceu se de tal maneira q ue até parecia uma escultura de bienal pensei até num nome da intervenção o último suplício da manufatura a água caiu no meu rosto gelada primeiro tentei me proteger era inútil após alguns metros me dei conta que me sentia melhor não estava amargurado como as outras pessoas que secas portavam seus guarda chuvas era como se tivesse me livrado de um rancor por derradeiro me dei conta que o guarda chuva não era nada mais nada menos que um aparelho que nos faz esquecer da nossa natural condição de seres vivos constantemente sujeitos às intempéries e principalmente sujeitos a morrer a água parou estava embaixo de uma marquise meus pensamentos se perderam enquanto tentava desviar das pessoas que não fechavam seus guarda chuvas nem embaixo de um teto com medo que uma gota que seja os atinja ou com medo de se dar conta que até mesmo as piores chuvas têm um abrigo às 20 15 nenhum comentário enviar por e mail postar no blog compartilhar no x compartilhar no facebook compartilhar com o pinterest quinta feira 25 de setembro de 2014 a noite da existência quando bruna apareceu com aqueles sapatos coloridos e super confortáveis não tive muita vontade de usá los apesar de ela tê los trazido especialmente para mim era uma menina doce com sorriso ingênuo de quem recém aprontou algo seu olhar era daqueles de dar esperança na humanidade tudo isso me fazia sentir uma enorme simpatia por bruna mas nada disso conseguiu me demover da ideia de usar aqueles sapatos ela os deixou em cima da mesa e saiu um pouco frustrada pela minha falta da de animação mesmo com toda a propagada que ela tinha feito voltaria mais tarde avisou comecei a lavar louça acumulada já há alguns dias ouvindo o rádio mas algo me incomodava não era a quantidade de louça nem a opinião conservadora do locutor era como se alguém me observasse por não suportar mais me viro e corro os olhos pela cozinha quando estava prestes a me virar percebo aquele tênis colorido deixado por bruna paro seco as mãos e vou em direção a ele analiso todos os seus aspectos cheiro material flexibilidade e o solto de volta à mesa sento na cadeira e passo a encarar os tênis transcorrido algum tempo a cor dos tênis e seu prometido conforto me deram uma grande vontade de calçá los o que fiz com certa falta de destreza como se nunca houvera calçado um calçado logo ao levantar percebi que de fato eram muito confortáveis subitamente senti uma vontade de sair e caminhar o que foi uma experiência realmente prazerosa as ruas pareciam mais coloridas e os sons mais musicados me surpreendi como o conforto e as cores do tênis alteravam minha percepção do ambiente após me deixar perder pelas ruas sem que soubesse quanto tempo caminhava avistei um parque que nunca havia me chamado atenção passei a correr no parque e cada vez mais sentia que os tênis faziam parte de mim como se eles se integrassem ao meu corpo parei pra descansar em uma pedra e percebi que havia um buraco muito grande me aproximei devagar dentro do buraco havia uma luz era grande o suficiente para que eu entrasse sem me dar conta do porquê entro no buraco com certa dificuldade havia uma grande galeria não muito bem iluminada onde se podia ver contudo uma escada de madeira descendo ainda mais passei a descer até que tropecei ao cair percebo que já estava em uma cabana toda de madeira o teto era negro e havia apenas uma janela com uma cortina encardida por todos os lados se viam bitucas de cigarro e álcool além da escada pela qual havia descido havia apenas a porta do banheiro e um cômodo único que consistia na sala e na cozinha de móveis apenas uma mesa sem cadeiras a porta de saída estava trancada e não havia sinal de nenhuma chave me virei para analisar se havia algo na parte que servia como cozinha havia um fogão e muita louça suja ao me virar para a sala percebi que já não estava mais sozinho na cabana uma coruja enorme e de óculos pousara em cima da mesa uma hiena com sorriso debochado estava próxima da escada na janela se via um grande grilo e por fim um corvo muito escuro caminhava próximo à porta estranhamente não me senti incomodado com o grupo que me cercava e as palavras saíram naturalmente onde estou da porta pra dentro respondeu o corvo posso sair perguntei com certa apreensão o grilo em um salto se postou diante de mim e disse isso depende de ti não de nós a hiena riu e correu pela sala em velocidade aproximou se da coruja e falou algo a coruja fez uma cara de assentimento olhou fundos nos meus olhos e disse tudo vai ficar bem tu precisa apenas relaxar a hiena gargalhou de alegria e seguiu saltitante pela sala fechei os olhos e tentei pensar quando me dera por conta me senti muito estupido para sair dali bastava subir a escada novamente me dirigi à escada e o grilo falou com receio talvez não seja uma boa idéia ignorei a advertência e fui subindo degrau por degrau uma luz aumentava quando já estava na metade da escada esta se transformou em uma rampa fazendo com que escorregasse e batesse com força na parede o riso da hiena foi estrondoso a coruja voou até perto de mim repousou carinhosamente sua asa no meu ombro e disse novamente olhando fundo dos meus olhos permita que o tempo diga quando tu estiveres pronta para a escada tempo que tempo quantas horas de relance percebo que a hiena fala ao ouvido do corvo aqui não há horas a serem medidas o tempo é apenas tempo responde o corvo o que você precisa entender é que aqui não há como saber quanto tempo se passou apenas sentir me diz o grilo talvez percebendo minha cara confusa resolvo sentar ao chão e me ponho a pensar a única explicação plausível é de que tudo não passava de um sonho aquilo tudo tinha que ser um sonho e eu precisava apenas acordar fecho os olhos e me belisco nada mais forte nada ainda vou ao banheiro e molho o rosto sigo na mesma da sala ouço a hiena rindo com força volto apressado e grito pra ela e tu só fica dizendo aos outros o que eles devem falar e rindo não acrescenta em nada a hiena ri com força e estouro toda minha raiva tento chutá la mas é em vão a hiena é muito mais rápida quando está numa distância segura ouço a voz da hiena pela primeira vez tu vai desperdiçar a noite da existência assim mas nada disso é real grito a hiena corre para a cozinha até que não posso mais vê la vou atrás e vejo bruna com seu sorriso habitual segurava uma caderneta vermelha em uma das mãos e um lápis em outra com calma e me estendendo a caderneta ela diz tu logo vai voltar tudo vai dar certo bruna se bota ao lado da coruja que tem sempre o mesmo olhar fixo em mim não estava calmo nem mesmo com o conhecido rosto de bruna sento me com uma dificuldade infantil escrevo na caderneta noite da existência tento respirar mas o ar parece arder refaço mentalmente como cheguei até ali e me recordo que tudo começou quando calcei os tênis coloridos a solução lógica seria apenas tirar os tênis e tudo terminaria só então percebo que já não existem mais tênis eu estava descalço pergunto à bruna isso é real sim tudo isso é real e tudo vai ficar bem responde essa realidade no entanto me fazia sentir dor queria voltar no tempo nunca ter posto aqueles malditos sapatos começo então a girar no sentido anti horário sob o olhar atento do corvo aquilo ao meu ver me faria voltar no tempo giro cada vez mais rápido de braços abertos com os olhos fechados e os braços abertos giro tento não ficar parado na noite da existência tento sair desse lugar quando já havia perdido a noção de quantas voltas caio de bunda no chão o que faz a hiena rir alto abro os olhos e tudo parece igual o corvo me olha com apreensão o grilo fala algo que soa e apenas soa inteligente bruna me olha com pena a coruja voa até mim e tenta me acalmar uma vez mais depois de mais este fracasso me ponho a escrever alucinadamente na caderneta tudo que me vem à mente olho ao meu redor e percebo que agora a cabana estava lotada de artistas fellini dali kurt gilmour outros tantos eles apenas leem o que escrevo na caderneta e riem aquilo tudo me acalma eles sabem o que acontece e sabe que a porta da cabana irá se abrir ou não ou será que todos ali estavam mortos e eu também gilmour estava vivo tinha certeza ou será que ele havia morrido em um acidente de carro não conseguia ter certeza eu estava morto só podia apenas aí tudo se encaixava animais falantes artistas mortos tudo eu estava morto havia passado dessa pra melhor provavelmente de algum jeito bizarro esquecido do mundo dos vivos deixado apodrecer em um canto qualquer comido pelos vermes eu estava morto não havia outra explicação sentia que minha vida toda havia sido como um curso de um rio e que agora tudo acabava não existiam mais margens que me prendiam apenas terra eu era a água escorrendo pela terra sem rumo definido nada mais fazia sentido pois não havia um desenlace possível a única coisa que precisava era do meu corpo precisava ver meu corpo e tudo acabaria olho para bruna e grito onde tá meu corpo me mostra o que restou da minha existência eu quero ver os vermes se apossando da minha carne quem responde é a coruja tu estás muito mais vivo que jamais esteve o tempo irá te mostrar que isso passa o grilo complementa isso tudo não passa de um momento em que tu te sente fora do corpo mas o dentro e o fora se complementam outra vez o maldito dizia algo sem sentido saio correndo para a cozinha me isolo se eu não estou morto onde estão as pessoas normais aquelas cuja existência é uma eterna obrigação impensada aquelas que esperam sua morte com a boca cheia de dentes na sala de jantar onde estavam elas como quem ouve meus pensamentos o corvo me arrasta até a janela retiro a cortina encardida quase rasgando a olho para fora e lá estão as pessoas normais as pessoas que não se importam com a porta pra dentro diz o corvo o devir é um eterno dever não há escolhas apenais aceitação fecho a janela assustado pela primeira vez queria estar entre aquelas pessoas que tanto me causaram asco queria não sentir medo queria sair daquela cabana me ponho a escrever na caderneta a hiena então tira a caderneta das minhas mãos e corre para longe me desespero como nunca sinto minhas pernas desmoronarem não posso acreditar no que está acontecendo é como se a única ponte com a realidade houvesse ruído estava ilhado na porta pra dentro a maldita hiena havia destruído tudo que restava fora de mim passo a gritar para a infame hiena eu não suporto mais tua presença teus risos teu controle e agora tu me tira a caderneta por quê o que eu te fiz a única resposta da hiena é risada o restante do grupo se aproxima de mim e tenta me acalmar a única coisa que queria era ver meu cadáver e tudo estaria terminado não podia mais suportar passo a girar novamente tudo fica escuro como se houvesse passado anos como se todos os monstros dentro de mim ainda gritassem como se a vida não fosse outra coisa que não confusão toda a insanidade do mundo foi isso que senti na fração de segundos seguintes ao abrir meus olhos e perceber que estava em meu quarto bruna tomava um chá e me olhava sorri brevemente pergunto este é o momento que pergunto que tudo seguirá bem como antes e que passo a fingir que nada aconteceu pesadamente bruna responde sim às 17 14 nenhum comentário enviar por e mail postar no blog compartilhar no x compartilhar no facebook compartilhar com o pinterest domingo 21 de setembro de 2014 finais no lo comprendía de adonde venía tanta rabia y aquellas palabras cómo pero como tanto amor podría transformarse en odio si hubiera yo lo traído decía que nuestra trama fuera nada más que una pierda de tiempo una inutilidad pero que hizo yo para oír tan doloridas palabras bueno yo dejé de amarlo tinha medo muito medo e se da noite para o dia ela parasse de olhar para ele como seria viver em um mundo sem aqueles dois olhos penetrando no fundo da sua existência ouviu atentamente os passos dele no corredor sabia que mais uma vez teria que explicar se não sabia o que poderia incomodá lo naquela noite mas sempre havia algo por vezes deixava louça suja pra ficar na cozinha isolada outras vezes corria para o quarto a novela a salvava de uma conversa depois de 27 anos casada em nada mudava a sensação de que devia algo a ele como uma obrigação eterna até o dia de sua morte quando a chave girou na porta o ruído surdo de um tiro ecoou na cozinha masturbava se pensando no homem que dormia ao seu lado não eram no entanto a mesma pessoa sonhava com o homem de 20 anos atrás acreditar que aquela que amou era uma monstra foi a única maneira de salvar olivia da completa insanidade de não enroscar suas pernas na dela em uma fria madrugada de julho foram 2 anos dedicou a ele o amor de uma vida às 19 46 nenhum comentário enviar por e mail postar no blog compartilhar no x compartilhar no facebook compartilhar com o pinterest segunda feira 15 de setembro de 2014 a avenida começava com um viaduto tinha quatro pistas para carros e alguns onibus lotados havia prédios altos dos dois lados as árvores foram substituídas por postes de alta tensão e quase desapercebida uma frase em vermelho resistia a tudo isto num dos altos muros da avenida haja tinta pra tanto cinza às 19 42 nenhum comentário enviar por e mail postar no blog compartilhar no x compartilhar no facebook compartilhar com o pinterest postagens mais antigas página inicial assinar postagens atom não quero lhe falar meu grande amor das coisas que aprendi nos discos quero lhe contar como eu vivi e tudo o que aconteceu comigo o já dito 2015 2 abril 1 caminho ouvindo as ondas do oc...
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