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universidade, nikon, companhia, diária, disparos, surgiram, específica, guiados, regras, ofício, lições, orlando, ler, preciso, ganhar, cota, dizia, geógrafo, alunos, subir, montes, colinas, elevações, penhascos, distanciado, homem, modificou, natureza, condicionou, cenário, conclusão, óbvia, longe, resolvido, apaziguado, trata, jogo, espelhos, percebe, exatamente, objetivamente, muitos, creem, próprio, paraíso, versão, bucólica, pastoral, perfeito, adão, eva, antes, serpente, dúvidas, caso, psicanálise, freud, explicaria, luto, supostamente, pensamento, atormenta, zona, pasto, barragens, ovelhas, bebedouro, vivendas, lojas, térreo, ruínas, postas, venda, empresas, imobiliário, viadutos, atravessam, aldeias, cultivo, colados, áreas, corda, roupa, estendida, lares, estrutura, cabos, tensão, alfaias, atrás, estádios, projetos, arquitetónicos, premiados, internacionalmente, cerca, 300, captou, sul, continuar, insistir, dualidade, desfocados, invenções, tornar, claro, complicado, reforça, 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ntado, dessa, limite, lembra, partiu, autocarro, semanal, tempos, criança, frequente, falar, próxima, vaca, parir, atualidade, caledónia, morava, conterrâneo, quotidiano, difícil, vindima, lavoura, sobrepunha, manto, diáfano, urbanidade, diáspora, animado, emigração, mundividências, cruzavam, prof, híbrido, especialista, socorre, fotografias, poemas, alheios, teses, análises, próprias, retratos, original, chancela, subscrição, recolher, dinheiro, necessário, algo, vou, resolver, brevemente, 1973, parece, nada, tivesse, escrito, brasil, qualquer, lugar, parentes, próximos, visuais, musicais, semelhança, enfatiza, transformar, narradora, versões, iniciais, pintora, altura, ela, dava, passos, pintura, 1946, nota, referida, fragmentário, romance, aqui, coerente, apesar, extensos, segmentos, descreverem, propositadamente, acontecimentos, consistem, sobretudo, longos, monólogos, interiores, interrompidos, singular, perturbador, fragmento, contendo, diálogo, ação, investigador, americano, progride, ondas, lentas, elevam, alterosas, revelação, páginas, estas, torna, intolerável, forçado, seguir, movimento, interior, outra, pessoa, detalhe, microscópico, acostumado, esperando, estímulos, permanentes, aborde, depressa, sente, desconcertado, renovada, escrita, esquecerá, reedição, integram, catálogo, juntam, juntarmos, tradução, 2010, acessível, civilização, sopro, esquecer, sitiada, contos, reunidos, hora, estrela, aprendizagem, prazeres, maçã, escuro, paixão, laços, marcam, fase, divulgação, adquiriu, 2018, direitos, grande, brasileira, revelando, facetas, conhecidas, infanto, juvenis, álbuns, lançados, sob, pseudónimo, receitas, segredos, correio, feminino, nasceram, estrelas, verdade, mistério, coelho, pensante, íntima, laura, mulher, matou, peixes, promete, levar, cabo, exaustiva, redescobrir, wednesday, these, days, tuesday, comment, how,
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bra da grande escritora brasileira revelando até facetas pouco conhecidas como os seus livros infanto juvenis a mulher que matou os peixes a vida íntima de laura o mistério do coelho pensante quase de verdade e como nasceram as estrelas e dois álbuns lançados sob pseudónimo com conselhos para as mulheres correio feminino e só para mulheres conselhos receitas e segredos esta renovada atenção à escrita de clarice lispector não esquecerá a reedição dos livros que já integram o catálogo da relógio d água perto do coração selvagem laços de família a paixão segundo g h a maçã no escuro uma aprendizagem ou o livros dos prazeres a hora da estrela contos reunidos e a cidade sitiada a estes juntam se agora o lustre e água viva e também em 2012 para não esquecer e um sopro de vida se a esta notícia juntarmos a tradução em 2010 na civilização da biografia de benjamin moser podemos dizer que a obra clarice lispector nunca esteve esteve tão acessível publicado em 1946 o lustre é o segundo livro de clarice lispector como nota benjamin moser na referida biografia ao contrário do fragmentário perto do coração selvagem o seu primeiro romance aqui estamos perante um conjunto coerente apesar de os seus extensos segmentos descreverem propositadamente acontecimentos consistem sobretudo em longos monólogos interiores interrompidos apenas por um singular e perturbador fragmento contendo diálogo ou ação afirma o investigador norte americano o livro progride em ondas lentas que se elevam alterosas nos momentos de revelação as páginas entre estas epifanias são precisamente os momentos em que o livro se torna mais intolerável para o leitor que é forçado a seguir o movimento interior de outra pessoa com um detalhe microscópico acostumado às epifanias esperando estímulos e surpresas permanentes o leitor que aborde o livro pela primeira vez depressa se sente desconcertado água viva por seu turno foi publicado em 1973 e ainda segundo moser não se parece com nada que tivesse sido escrito na época no brasil ou em qualquer outro lugar os seus parentes mais próximos são visuais ou musicais uma semelhança que clarice enfatiza ao transformar a narradora uma escritora nas versões iniciais numa pintora na altura ela mesma dava os primeiros passos na pintura dois livros acabadinhos de chegar à minha mesa e que ainda não li algo que vou ter de resolver brevemente posted by luís ricardo duarte at 3 39 pm 9 comments email this blogthis share to x share to facebook share to pinterest a falsa dicotomia entre o rural e o urbano de álvaro domingues é um livro em tudo original até na sua edição tem uma chancela a dafne mas esteve em subscrição pública para recolher o dinheiro necessário à sua publicação vida no campo de álvaro domingues 52 anos prof da faculdade de arquitetura do porto é tão híbrido como as paisagens que descreve para evidenciar a fronteira cada vez mais ténue entre o rural e o urbano o especialista em geografia urbana socorre se de fotografias suas poemas alheios teses comuns e análises próprias um livro feito de retratos de um país composto de mudança a brincar costuma dizer fui primeiro a paris do que a lisboa poderia ser sobranceria ou até sinal de um certo cosmopolitismo bacoco mas não é apenas a sua forma de desmitificar algumas ideias feitas enraizadas na sociedade nas últimas décadas fruto da propaganda do estado novo e das idealizações turísticas do século xxi melgaço onde nasceu em 1959 nunca foi nem é esse mundo remoto e desligado da terra como muitas vezes é pi ntado dessa terra no limite norte de portugal lembra partiu o primeiro autocarro semanal para paris e nos seus tempos de criança era tão frequente falar se da próxima vaca que ia parir como da atualidade da nova caledónia onde morava um conterrâneo ao quotidiano difícil da vindima e do trabalho da lavoura sobrepunha se um manto diáfano de urbanidade da diáspora animado pelas notícias da emigração e das mundividências que se cruzavam é precisamente essa realidade multifacetada menos linear do que se possa supor que álvaro domingues tem tentado divulgar em investigações universitárias e agora numa tetralogia que cruza fotografia e ensaio sempre com a ruralidade debaixo de olho no conjunto estes livros são uma metáfora sobre a perda do portugal rural e um antídoto contra o mau viver pelo despovoamento e abandono ou noutro registo pela profunda metamorfose que vai lavrando pelo país dos ex agricultores com o desaparecimento das suas práticas ancestrais modos de vida território e paisagens como o autor nos explica citando o que escreveu na introdução do 2 volume da tetralogia vida no campo pronto para ser publicado ver caixa e acrescenta esta não é uma questão menor como a língua ou a história a paisagem é um poderoso marcador identitário uma casa comum e não há paisagens para sempre elas são o registo de uma sociedade que muda e se a mudança é tanta tão profunda e acelerada haverá disso sinais para além de pouco tempo e muito espaço para compreender ou digerir as marcas e formas como se vão atropelando mutuamente ora relíquias ora destroços zona de pasto ao lado de grandes barragens ovelhas num bebedouro à beira de uma estrada vivendas com lojas no pi so térreo ruínas postas à venda em grandes empresas de imobiliário viadutos que atravessam aldeias campos de cultivo colados a áreas industriais uma corda de roupa estendida entre dois pi lares de uma estrutura rodoviária cabos de alta tensão sobre casas e campos ou alfaias agrícolas atrás de estádios de futebol com projetos arquitetónicos premiados internacionalmente eis algumas das muitas imagens são cerca de 300 em a vida do campo que álvaro domingues captou de norte a sul do país de forma a evidenciar a falsa dicotomia entre o rural e o urbano ou como diz continuar a insistir na dualidade urbano rural é como olhar para a sociedade e território com conceitos desfocados a realidade é o que é e os conceitos são apenas invenções para tornar claro o que é complicado ou como reforça vida no campo é sobre isto tudo mitologias do último país rural da europa que persistem em inscrever se no imaginário coletivo e ao mesmo tempo as imagens bucólicas e os destroços desse mundo perdido variando entre calamidades e incêndios resorts para todos os gostos com muita relva e espaço verde turismo rural desertificação ou ao contrário casas e estradas por todo o lado neste cenário uma conclusão é óbvia o trauma da perda de um mundo rural está longe de ser resolvido ou apaziguado é também disso que se trata neste jogo de espelhos onde não se percebe exatamente o que é que objetivamente se perdeu mas muitos creem que foi o próprio paraíso a versão bucólica e pastoral do mundo rural mais que perfeito como adão e eva antes da serpente álvaro domingues não tem dúvidas neste caso como nos da psicanálise freud explicaria que estamos perante o trauma ou o mau luto pela perda da paisagem que deixou de ser o que supostamente era o pensamento também atormenta a paisagem foi um vizinho de melgaço colega da faculdade e viajante por terras das américas que comprou para álvaro domingues uma primeira máquina fotográfica selando sem o saber o destino do amigo paga em prestações com os primeiros dinheiros que ganhou começou a dar aulas quando ainda frequentava o 3 ano da licenciatura em geografia na universidade do porto essa nikon passou a ser uma companhia diária os primeiros disparos surgiram sem intenção específica guiados apenas pelas regras do ofício e as lições de orlando ribeiro para ler a paisagem é preciso ganhar cota dizia o geógrafo aos seus alunos e álvaro domingues não deixou de subir a montes e colinas elevações e penhascos para com o olhar distanciado perceber não só como o homem modificou a natureza mas como esta também o condicionou mais tarde porém a sua rotina fotográfica desviou se das morfologias e taxionomia do povoamento e de outras ferramentas de análise geográfica que no entanto nunca deixou de estudar como demonstra o livro políticas urbanas ii que editou com nuno portas e joão cabral na gulbenkian em 2011 depois de um estudo semelhante e com os mesmos parceiros de 2004 e não faltam ensaios e conferências no seu currículo académico hoje exercido na faculdade de arquitetura do porto o olhar de álvaro domingues porém virou se para essa fronteira cada vez mais ténue entre o rural e o urbano entre o campo e a cidade aos poucos os seus arquivos encheram se de imagens que documentavam uma profunda hibridez sendo essa na sua visão um das principais marcas que caracteriza portugal de início não adoptou nenhum método nem sentiu a obrigação de percorrer portugal de lés a lés apenas ligou o radar essa atenção pessoal e transmissível que nos liga ao mundo e esperou que a realidade inundasse a sua máquina fotográfica em suma deixou se surpreender e as surpresas foram muitas em particular aquelas que punham em causa o discurso oficial da geografia e revelavam as nossas incompreensões em a rua da estrada o 1 volume desta teatralogia e ponto de partida para uma curta metragem homónima de graça castanheira ainda em rodagem álvaro domingues mapeou o modo estatisticamente mais comum de urbanização a estrada essa coisa mal amada pela mesma razão de muitas outras coisas cuja identidade é flutuante não encontrando estabilidade por aquilo que é mas sim pelo que deixou de ser ou ainda não é descreve quando as estradas eram estradas não havia os problemas que hoje há estradas eram estradas boas ou más e ligavam povoações vilas e cidades à beira da estrada havia fontes para matar a sede de animais e pessoas havia miradouros valetas e sombras para descanso e merendas mas o que a sua objetiva fixava era muito diferente a rua da estrada perdeu quase toda a poética e a estética da lonjura e da evasão já não é o traço do asfalto que se acomoda à morfologia da paisagem as subidas gloriosas os altos com vistas de perder a res pi ração o serpentear ao longo de um vale ou um traço que se funde no horizonte de uma planície pelo contrário como sublinha apoiando se em conceitos que foi buscar não só à geografia mas também ao urbanismo à antropologia e à sociologia a estrada rua mistura tudo num conflito permanente camiões e peões carros e autocarros motorizadas e patins em linha cruzamentos com outras estradas há quem simplesmente passe e há quem queira sair e entrar estacionar ou atravessar a estrada rá pi da de mais para quem lá vive lenta e congestionada para quem lá passa um desassossego que não se resolve com passadeiras semáforos multas rotundas e outros truques de acalmia de tráfego neste trajeto o que mais despertou a sua atenção foram as edificações que cresciam ao correr da via pública respondendo às necessidades humanas num emaranhado de estilos atividades agrícolas industriais e sociais percurso semelhante será feito no 3 volume da tetralogia intitulado volta a portugal e que tem como ponto de partida as míticas caravanas do ciclismo e as paisagens que então se revelavam na comunicação radicalmente transformadas nos últimos anos como as planícies da amareleja em pleno alentejo que atualmente acolhem a mais alta tecnologia na área dos painéis solares o último tomo abordará por seu turno esses buracos negros ou túneis do tempo a que chamamos auto estradas como diz a brincar terá como título entre nós de auto estrada não se pense contudo que este trabalho de cartografia tem na sua essência um olhar exterior como aqueles estudos sobre a música pi mba ou as festas populares mais assentes na paródia do que na compreensão ao contrário de muita o pi nião pública álvaro domingues não adjetiva esta malha urbana e rural de caótica ou feia fruto de uma construção civil desenfreada que reconhece haver ou de uma corrupção tentacular que diz existir em todas as sociedades não podemos dar como explicação o que precisa de ser explicado afirma estamos perante realidades complexas e para as compreender precisamos de novos instrumentos somos uma sociedade pós moderna que nunca chegou a ser moderna uma economia pós industrial sem nunca ter sido industrial temos um discurso de país rico quando na realidade não o somos talvez seja mais correto afirmar como sugere que portugal é o país mais exótico do mundo fazendo jus à sua condição de semi periferia segundo a conceção de boaventura de sousa santos e para álvaro domingues há nele beleza suficiente para não termos problemas de autoestima basta deixar cair as imagens mitificadas e renovarmos o olhar e o saber é com essa intenção que está a trabalhar num novo conceito o de paisagens transgénicas que enunciou pela primeira vez na coletânea de ensaios arquitetura em lugares comuns também uma edição da dafne como a rua da estrada e vida no campo um termo que criou para ultrapassar enviesamentos bloqueamentos e ilusões de conhecimento em torno dos conceitos vagos de paisagem paradoxalmente considerados claros e classificáveis em taxionomias estáveis tentando diminuir o ruído de fundo e a cacofonia existente para melhor perceber o que de facto é mais importante no mal estar social que se exprime no discurso e nas representações sobre a paisagem tornada assunto e bem público e elemento de identidade e distinção face aos processos acelerados da globalização massificação e do sentimento de perda de identidade o mund o é composto de mudança a paisagem também texto publicado no jl 1081 de 7 de março de 2012 posted by luís ricardo duarte at 1 44 pm no comments email this blogthis share to x share to facebook share to pinterest posted by luís ricardo duarte at 9 22 am no comments email this blogthis share to x share to facebook share to pinterest monday march 26 2012 viagem sentimental ii cartaz do iii encontro livreiro desenhado pelo irmão lúcia livraria culsete casa do encontro manuel medeiros na intervenção de abertura do encontro fátima ribeiro de medeiros uma das organizadoras do encontro luís guerra um dos organizadores do encontro sara figueiredo costa uma das organizadoras do encontro falta a rosa azevedo que não consegui fotografar já que andava sempre de um lado para o outro com o microfone a embaixada de portalegre com notícias de resistência conversas testemunhos histórias interrogações a conta da minha família na culsete eis a crónica fotográfica do iii encontro livreiro que juntou ontem em setúbal mais de 50 pessoas ligadas aos livros entre livreiros editores estudiosos jornalistas e leitores o texto sobre o que por lá se passou fica para mais tarde a triste notícia da morte de antónio tabucchi obriga me a outras escritas posted by luís ricardo duarte at 12 49 pm 3 comments email this blogthis share to x share to facebook share to pinterest viagem sentimental i escola secundária sebastião da gama gare rodoviária da av 5 de outubro gare rodoviária da av 5 de outubro tróia do outro lado do sado vitória futebol clube estátua do bocage domingo em setúbal para o iii encontro livreiro reencontro com o passado com memórias casas ruas espaços pessoas uma viagem sentimental posted by luís ricardo duarte at 12 28 pm no comments 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