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fio, chega, deixou, pro, rua, nova, iguaçu, perto, maracanã, praia, beleza, relaxar, ganhava, trabalhar, terminando, cliente, ramo, indicou, cismado, aparelho, mexi, nele, errado, mostrei, botão, parte, pronto, novidade, logo, mim, andou, atendia, casarão, graças, tratava, servia, café, ouvi, reclamação, preto, baiano, preguiçoso, gostava, ver, daquele, estante, sofázão, cores, empregada, imaginar, ruim, vive, consegui, juntar, alugar, apartamento, bom, acabei, comprando, daqui, passando, cismou, querer, redividir, sozinho, construção, negócio, justo, ficasse, velho, resolver, estória, fim, fiquei, trinta, ano, voltei, acabou, micharia, casei, neto, mora, tomar, jeito, nasceram, gildázio, saber, quero, cometa, contrário, diferente, leio, aquieta, vista, ausenta, enrijece, desmonta, arde, aceso, pensando, sentimento, você, fica, vem, minas, sobrenatural, atordoado, besta, conheceu, conhece, escrito, ler, estranha, essas, deitar, nessa, hora, embora, tendo, ido, incomodados, silêncio, 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o contíguo navegação de posts posts antigos donizete posted on 30 01 2016 by danilo c gusmão reply as aves voltam os sonhos ficam nos quintais das outras casas galvão desde o dia em que donizete não voltou sem suspeita esforço me em me convencer de que não éramos assim grandes amigos como os outros velhos amigos que ele tinha muita vez até consigo afinal n ão conhecia assim tão bem a sua obra sua pessoa uma vez num outro dia haveria eu de escrever algum poema sobre a ida sem voltar de donizete mas não fiz certamente pelo fato de que ali não haveria então partido algum amigo assim tão próximo imenso dessa vida e foi sem ter o meu poema à donizete a antologia vez ou outra me acontece lendo uns versos do poeta uma saudade que é de como algum menino que não tivesse um pai mas fizesse donizete esse poeta de padrinho e mal ganhasse a bênção já perdesse o homem mas só pode ser disfarce esse teatro da saudade afinal nem houve tempo pra que eu e donizete nos sentássemos mais do que uma tarde inteira estando os dois de fato assim bem à vontade sem ter de puxar assunto no silêncio incomodados tanto tempo o donizete tendo ido tão embora pra não mais e eu aqui só nessa hora a lhe deitar essas palavras coisa estranha como disse toda vez de ler aquilo que o homem fez escrito dá nas costas essa saudade sei que a gente mal nem pouco se conhece ou conheceu mas eu choro fico besta uma saudade atordoado mesmo sei lá o que como se fosse um sobrenatural coisa de minas a saudade olha ela aí já vem o choro eu fico assim você não fica eu sempre fico mas não é bem isso será esse o sentimento pensando bem será saudade arde aceso não desmonta a coluna se enrijece a cabeça se aquieta a vista não procura a pessoa não se ausenta não há de ser não era bem essa palavra é outra coisa quando eu leio o donizete é diferente da saudade não é ela é o contrário feito meu amigo donizete poeta e cometa quero um dia saber bem deixar poemas para trás posted in nenhuma deixe um comentário gildázio posted on 21 10 2015 by danilo c gusmão reply eu nasci aqui a minha sanfona era a mesma de hoje eu tocava antigamente de noite na beira do fogo lá em casa animava uns baile também vez em quando uma festa de aniversário um dia de reis eu falo pra ele que mesmo pra ser bombeiro precisa de estudo mas esse aí não adianta não gosta de estudar eu quando era menino era doido com estudo e o meu pai ralhava que se o que eu comia no prato era por acaso o de estudar se era algum estudo que enchia esse meu bucho bem eu que nunca tive gordura pra contar e que com o que comia podia no máximo forrar magreza rechear um pouco esse corpo que eu quase não era nem sou eu não sou luiz gonzaga sambador de televisão caetano sei que lá nem nunca fui tocava umas nota e o povo alegrava vinha elogiar mas era aquilo minha irmã meu pai botou na escola e eu tive de roçar mais ele era plantação de cacau que tinha pra fazer vingar crescer livrar dos bicho colher e eu não prestei praquilo nunca minha irmã não estudava direito aí eu pegava os caderno dela e ia perguntando escondido pros outros o que era um dois e o que era á bê cê as letra os número fui conversando com as palavra e aprendi que eu queria fazer um curso na área de refrigeração e condicionamento de ar prestei passei mas não tinha documento de escola nenhuma pra mostrar na matrícula e eu falei pra mulher lá que cuidava do curso que eu nunca tinha estudado mesmo não menti se a gente anda na verdade pode andar no meio fio mas chega bem aí a mulher deixou fui lá pro rio de janeiro fazer o curso na rua nova iguaçu perto do maracanã das praia um lugar que era beleza pra se relaxar cê não foi no rio de janeiro então vá lá eu ganhava um dinheiro pra estudar e trabalhar terminando o curso eu já tinha meus cliente um dia um companheiro lá que era do ramo já tinha tempo não pôde fazer um serviço e me indicou a mulher tinha cismado que o aparelho dela de ar condicionado não ligava mais eu mexi nele todo e não tinha nada errado mostrei pra ela um botão na parte de trás que ligava e pronto aquilo era novidade naquele tempo e logo a mulher falou de mim pra mais gente e aí que o serviço andou bem eu atendia cada casarão não faltava mais trabalho graças a deus o povo me tratava bem servia café e nunca ouvi reclamação d eu ser preto baiano preguiçoso o que e eu gostava de ver a vida daquele povo queria a minha que nem ar condicionado estante sofázão tv a cores empregada imaginar é ruim nisso a gente anda em terra que não tá não é nem vive e quando vê a vida é essa aqui consegui juntar um dinheiro alugar um apartamento bom lá no rio e acabei comprando de a meio uma terra com um companheiro meu daqui companheiro naquele tempo né metade era dele metade minha foi passando o tempo e deu que o homem cismou de querer redividir a terra sozinho fazer umas construção no lado que era meu que o nosso negócio não tava justo e não sei o que nisso ele tava aqui e eu no rio de janeiro ainda era pra ser um canto uma terra pra quando eu ficasse velho fizesse a vida como eu tava mesmo ali fazendo mas aí tive que voltar só pra resolver essa estória no fim fiquei até agora já tem mais de trinta ano nunca mais voltei no rio acabou que eu passei a terra pra ele por micharia e casei até hoje aqui agora tem esse aí e mais dois neto que mora aqui um deles até gosta de estudar e o outro gosta é da minha sanfona que era a mesma de hoje esse aí precisa tomar jeito nasceram todos aqui posted in nenhuma deixe um comentário desmonumento posted on 07 04 2015 by danilo c gusmão reply para manoel de barros foi quando a velhice emoldurou as minhas páginas com gordura dos dedos amarelamente que lá era um monumento de nuvens inéditas ciscos e postes sem cercas eu era voo e tremi ao percorrer as janelas daquelas estátuas de ar pois também nelas além das trovoadas estarem estão a única terra onde se pisa adiante a úmida e silenciosa confiança que há nalgumas cascas e plantas e as mais execráveis importâncias do mundo de braços dados mesmo com as mais gloriosas abominações por exemplo um monumento nada se transforma há muito mais restos nos ponteiros do que horas a não ser que somados os mais dispensáveis resíduos do pó sejam alçados como uma infantaria de balões familiares e cavalguem em passeio pelo céu que inventam ao seu modo de fábrica vazia a nos estender asas em desuso posted in nenhuma etiquetado desmonumento manoel de barros poesia deixe um comentário cadelas calasares sungas negras posted on 06 02 2015 by danilo c gusmão 1 os calasares atacavam as cadelas e muitas delas morriam lá por causa deles aquele era um lugar onde habitavam essencialmente cadelas e alguns cachorros calasares eram mosquitos prateados nas costas e de pernas grandes demais para seus corpos mas que ninguém ali nunca via deu se que surgiram naquele mesmo tempo naquele lugar também uns homens que usavam como vestimenta exclusivamente sungas negras esses homens não eram de lá então gradualmente como por exemplo pode ter sido o dilúvio quando caiu não uma chuva intensa e devastadora de uma vez mas uma sequência de chuvas pequenas agradáveis a terra que depois cessaram todo dia cada vez menos até tornarem se imensas e inundarem a terra e tudo num mar em que homens não seriam capazes de nadar pois teriam que nadar pela vida inteira e isso não podem fazer então gradualmente assim como num dilúvio as cadelas passaram a atacar os homens que trajavam sempre curiosamente sungas negras atacaram nos até que não restasse um deles lá isso em consequência das mortes aquelas mortes de tantas das suas companheiras e companheiros os sungas negras haviam chegado primeiro em número pequeno lá e amigáveis que eram tornaram se em pouco tempo amigos mesmo próximos daquelas cadelas de lá alguns até se radicaram fazendo crescer sua população amigável e que estranho foi que conforme mais homens chegavam naquele lugar onde as cadelas moravam menos delas sobreviviam aos ataques invisíveis dos calasares a propósito antes da chegada dos homens com suas sungas pretas nunca se tinha sequer ouvido falar desses predadores os imperceptíveis calasares mas as cadelas sabiam que os calasares eram monstros que nunca existiram e que mesmo se existissem não morreriam de mosquitos assim cadelas como aquelas que elas eram posted in nenhuma etiquetado cadelas calasares sungas negras prosa 1 comentário postura posted on 08 12 2014 by danilo c gusmão reply levei quarenta e sete anos para erguer esta coluna que agora vês enrijecida quarenta e sete anos a nado no breu dos ossos uma idade inteira de luta contra a gravidade curva deste sustentáculo às minhas costas e se não lhe dou essa vida toda em trabalho edificado e riscos poupados nunca se manteria rijo em linha reta este relâmpago cervical que agora eleva se altivo diante de ti a prenunciar o estrondo de sua queda posted in nenhuma etiquetado poesia postura deixe um comentário dinossauro posted on 05 12 2014 by danilo c gusmão 1 daí ela disse grrawl e eu saí correndo com a mão na cabeça gritando meu deus tem um dinossauro na minha casa e agora é um dinossauro enorme feroz peligroso faminto que adora devorar pessoas especialmente as pessoas assim como eu que morrem de medo de dinossauros enormes ferozes peligrosos famintos pensei preciso encontrar um esconderijo ali na frente aquela caixa enorme do fogão novo vai servir aqui nenhum dinossauro vai me achar ainda bem ufa daí o dinossauro tava vindo dava pra ouvir os passos dele e uma risada que se não fosse a assustadora risada de um dinossauro enorme feroz peligroso faminto seria a de alguma menina pequena a risada mais bonita maior do mundo assim gigante daí o dinossauro queria me enganar e falou assim dando risada calma pai é de inventado só sou eu ó viu posted in nenhuma etiquetado dinossauro intanfil poema poesia 1 comentário parto ou teatro de órgãos posted on 03 12 2014 by danilo c gusmão reply prólogo foram três socos por dentro do corpo a cada soco um intervalo desassossegado e desigual ao outro um em cada lugar do corpo a intermitência entre os socos é que fez padecer o paciente a ferida à espera de cicatriz ou do corte ser mais fundo e não a força de seu rasgo como infiltrações de água almejando a transcendência de paredes nenhum dos intra ataques causou quaisquer hematomas na epiderme do paciente vieram de dentro e de lá o exterminaram como o corpo a um natimorto para isso organizaram se como se segue os três socos ato um o primeiro no pau o menos esperado faliu no instante do golpe a pressuposta inocência desse órgão que até então se camuflava como quem nunca esteve e agora expunha se involuntariamente golpeado não mais pôde dissimular seu inchaço sua violência totêmica como uma invasão num país na roupa no modo no mundo do outro sem domínios anunciando o futuro do corpo como um todo empalideceu se e desprendeu se célula a célula da pele da carne dos nervos da base do homem ato dois o segundo veio de baixo direto e certeiro no estômago este órgão hospedeiro do orgulho do desejo da coragem esses também três sentimentos como os socos se esfacelaram e foram aos poucos expulsos pelo reto quase imperceptivelmente em meio aos restos do órgão dispostos num líquido ralo como se periódico ato três o terceiro já aguardado levou mais tempo do que seus antecessores e quando veio e como todos veio de dentro para dentro partiu pelo centro a coluna do homem como a uma sucessão de reis depostos por facas este homem estatelou se sobre suas costelas inférteis estéreis despedaçando as ao pó e ficou ali caído incapaz como uma mulher um rebento epílogo luz baixa o corpo do homem é retirado enquanto um coro de mulheres nuas enfileiradas anuncia do palco numa ode melodiosa e entusiasmada a chegada do público pagante entram mulheres e homens vestindo máscaras das mais variadas formas rudes ou elegantes trágicas e cômicas sentam se ao som da música e sem demora oferecem lances monetários propriedades bens e obras de arte em troca das atrizes que aos montes descem do palco em direção aos seus compradores algumas poucas parecem hesitar a princípio mas embaladas pelo estereofônico canto que compõem abdicam de seu mínimo desejo à descida da derradeira atriz todas as vozes cessam e finaliza se o ritual simultaneamente explodem dos braços de todos os presentes aplausos imensos e pelas portas de entrada que dão para os assentos da plateia principal irrompe um rio às costas dos pagantes todas as saídas de emergência são falsas dão em muros e todos atrizes e espectadores enxarcam se e então inundam se e enfim afogam se e flutuam maravilhosamente como se numa cena de cinema um filme que se vê na tevê posted in nenhuma etiquetado a mandíbula blog de literatura feminino literatura parto poesia teatro teatro de órgãos deixe um comentário conjugal posted on 16 09 2014 by danilo c gusmão reply a barbara meu espírito de banhos e cantos postado limpo saúda tua chegada branca e te oferece o marrom de suas raízes já de um nosso solo habitantes posted in nenhuma etiquetado a mandíbula conjugal danilo gusmão literatura poema poesia deixe um comentário lugar posted on 14 09 2014 by danilo c gusmão reply diante da correnteza desses dias donizete galvão ao chegar aqui já não sabia ao certo o que passara até então as razões pelas quais as coisas tornaram se o que agora são são sempre vagas e então a vida é mesmo assim não se sabe nunca as mãos por debaixo dos panos como segredos à luz depurações e depurações o que ainda há de ser é sempre ainda só um nunca e não se poderia deixar suceder falta de nunca nenhum porque ao chegar aqui só se pode andar adiante afinal de rio é que somos feitos e não há nada já feito no mundo que não tenha um dia sido agora posted in nenhuma etiquetado a mandíbula atravessar as coisas blog de literatura blog de poesia danilo costa gusmão danilo gusmão donizete galvão editora patuá literatura literatura contemporânea literatura digital lugar mov palavras o homem inacabado poema poesia poesia brasileira poesia contemporânea poeta deixe um comentário farol posted on 29 06 2014 by danilo c gusmão reply é mérito deles eu viver em três dimensões num espaço sem lírica e sem retórica com um horizonte real porque móvel wisława szymborska a personagem veio ao mundo num carro ao lado olhos magros cabelos rentes e pulseira larga as mãos ao volante a personagem entorna o olhar na direção do que há dentro do carro ao seu lado nesse carro seguinte ao lado do carro dela a outra personagem surge as mãos ao volante pulseira magra cabelos largos olhos rentes à procura de algo esta outra personagem parece ocupar as atenções da primeira personagem com força e desatenta não repara nas vontades oculares daquela a primeira não para olha para a outra parada e só alterna ao olhar para o farol quase transtornada com o tanto que aquilo lhe toca quase treme como se brevemente apaixonada inegavelmente tomada pela paixão instantânea a que estão sujeitos todos os seres do mundo que transitam entre outros seres do mundo prestes a saltar do seu carro em direção ao carro ao lado a primeira personagem ...
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